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Sociologist by the University of Haifa, specialized in approaches for the gates of knowledge improving communication between Jews and non-Jews. This is an open way to communicate with Jews from Israel, USA, Canada, Europe or those who live in Latin American countries but do not speak Portuguese (in Brazil) or Spanish (all other countries besides Guianas)

Assuntos Principais da Parashá Lech Lechá - Beit Hassofer


Avraham faz Aliyá (12:1-9)

O Altíssimo ordena a Avraham: “Anda e saia da tua terra, da tua pátria, da casa dos teus pais e dirige-te à terra que te mostrarei”. Assim, munido das bênçãos do Eterno, Avraham deixa Charan acompanhado por sua esposa Sará, por seu sobrinho Lot, e por todas as pessoas que se aproximaram da fé em D’us devido a ele e à sua esposa. Eles chegam à Terra de Israel e a percorrem pelo lado norte, passando por Shechem, Elon More e Beit El, em direção ao sul do país.


Aliá, ponto alto da vida
de Avraham Aviinu

Sará na Casa do Faraó (12:10-20)

Devido à fome na terra de Canaã (Israel), Avraham desce ao Egito. Antes de entrarem neste país, Avraham pede a Sará que oculte o fato de eles serem casados. Sará deverá dizer que é irmã de Avraham, para que não o matem para tomá-la dele.
Ao chegarem ao Egito, Sará é de fato levada à corte do Faraó. Mas a partir deste momento, milagrosamente, o rei do Egito começa a ser acometido por tribulações e compreende que algo de errado está acontecendo. Naquela noite, Faraó é advertido num sonho para que liberte Sará. O rei egípcio termina por libertá-la e envia o casal de volta a Israel com riqueza e honrarias.

A Despedida de Lot e a Promessa Divina que Avraham Herdará a Terra de Israel (13:1-18)

Avraham e Sará sobem novamente para Israel, levando consigo muita riqueza e um grande rebanho. Surge um conflito entre os pastores de Avraham – pessoas de moral e tementes a D’us – e entre os pastores de Lot – pessoas imorais. Avraham sugere a Lot que se separem, concedendo-lhe o privilégio de escolher onde se assentar. Lot opta pela região de Sodoma, que, naquela época, era uma terra rica e com água abundante. Contudo, era habitada por pessoas profundamente maldosas e imorais.
Quando Avraham vê-se só – Lot está ausente – D’us se dirige ao nosso Patriarca e promete a ele e aos seus descendentes (os Filhos de Israel) a Terra de Israel como herança perpétua. A promessa inclui a multiplicação de sua descendência como a poeira da terra. Avraham se estabelece em Chevron.

A Guerra entre os Reis (14:1-24)

Sob o pretexto de medição de forças e luta pela posse da terra, uma guerra eclode entre os reis de Canaã e as nações vizinhas. Quatro reis, encabeçados por Kedorlaomer, lutam contra rebeldes dirigidos por cinco reis, entre eles, o rei de Sodoma. Os cinco reis rebeldes são derrotados; entre os prisioneiros de guerra está Lot, sobrinho de Avraham. Ao ouvir esta notícia, Avraham sai à guerra para libertar seu sobrinho, e é milagrosamente vitorioso. 

O Pacto entre as Partes (15:1-21)

O Altíssimo Se revela a Avraham e o tranquiliza com relação à grande matança ocorrida devido à guerra contra os cinco reis. D’us lhe promete uma grandiosa recompensa por sua justeza .   
Avraham reage à promessa Divina com uma pergunta: de que lhe adianta a recompensa se ele não tem filhos?
D’us então lhe promete um filho e pede que Avraham observe as estrelas. O Eterno diz a Avraham: assim como é impossível contar todas as estrelas, também não será possível contar o número dos seus descendentes de tão numerosos que serão. Para fortalecer Sua promessa de que Avraham terá um filho e herdará a Terra de Israel, D’us sela um pacto com nosso Patriarca: o “Brit bein HaBetarim” – “o Pacto entre as Partes”, no qual Avraham e a Presença Divina passam por vários animais que haviam sido partidos ao meio. 
D’us informa a Avraham sobre o exílio de 400 anos do Povo Judeu no Egito. O Todo-Poderoso revela que ao final do período de exílio, seus descendentes emergirão com muita riqueza e que Ele puniria a nação que os escravizou. D’us também promete que os filhos de Avraham herdariam a terra de Canaã (futura Terra de Israel).

Hagar e Yishmael (16:1-17)

Avraham e Sará estão casados há muitos anos, mas o casal não tem filhos. Sará sugere que Avraham tome sua escrava, Hagar, e que tenha um filho com ela. Hagar engravida de Avraham e, devido a isto, passa a desrespeitar Sará pelo fato de ela não ter filhos. Sará então expulsa Hagar de casa.
No deserto, um anjo de D’us se revela a Hagar. O anjo ordena que Hagar volte para casa e aceite o jugo de Sará. O anjo lhe promete que terá um filho, que deve ser chamado de Yishmael. Este será um homem selvagem: “sua mão estará em todos e a mão de todos nele”. 
Avraham tem 86 anos quando nasce Yishmael.

A Mitsvá da Milá e a Notícia do Nascimento de Yitschac (17:1-27)

Os anos se passam. Avraham já tem 99 anos de idade. O Altíssimo se revela a ele e promete novamente que ele será “pai de muitas nações”. Para que isto ocorra, D’us muda o seu nome de Avram para Avraham, que significa “pai de multidões de povos”. A Avraham é feita novamente a promessa de que ele gerará muitos povos, que dele descenderão reis e que seus descendentes, o Povo de Israel, herdarão a terra (de Israel).  
D’us ordena a Avraham a Mitsvá da Milá (circuncisão). Avraham terá de se circuncidar aos 99 anos de idade, mas, a partir de então, esta Mitsvá deverá ser cumprida oito dias após o nascimento de um menino.
Finalmente, D’us concede a bênção tão esperada por Avraham: ele terá um filho com Sará, apesar da idade avançada do casal. “Sarai”, que significa “dona se seu próprio lar”, passa a ser chamada de “Sará”, cujo significado é “senhora de muitos”. Seu filho será chamado de “Yitschac”, que indica “riso”. É Yitschac quem dará continuidade a todos os pactos e promessas feitas por D’us a Avraham.
Avraham cumpre a ordem Divina: aos 99 anos de idade, ele se circuncida. Ele também circuncida seu filho mais velho, Yishmael, e todos os varões de sua casa, incluindo os escravos.

Esta parashá contém 126 versículos.
                
Leilui Nishmat Gad ben Yaacov Avinu e Rachel Imeinu
-- 
R.Shmuel Lancry
    -989312690-

Porque não é bom o homeme estar só? E como faz para mudar isso?

Nesta palestra em Hebraico, o rabino Yinon Kalazan de Israel, faz um paralelo entre o enlace homem-mulher e um casal que se forma dentro de cada pessoa: corpo-alma.

Corpo e alma são duas entidades totalmente alheias uma à outra.

Quando o corpo está satisfeito (comer, beber, vestir, dormir, passear etc), não necessariamente isto satisfará a alma. 

Se o corpo não estiver satisfeito, ele buscará soluções dentro do físico,dentro do material, e não do espiritual. 

A alma, pelo contrário, jamais busca soluções para seus anseios no mundo físico, mas no espiritual.

Vamos dar um exemplo: a pessoa tem um excedente de dinheiro (material), já satisfez todas as suas necessidades materiais (contas pagas, está vestida, morando bem, etc). 

Agora ela quer fazer algo espiritual: dar uma parte do seu dinheiro para um orfanato ou qualquer outra coisa que beneficie outra pessoa. Ou se conectar com Hashem.

Isto fará a alma feliz. 

Por outro lado, se ela tiver o dinheiro e não tiver para quem doá-lo, comer um sanduíche à mais não trará satisfação alguma ao seu espírito. 

Vai daí a famosa canção dos Stones "I can´t get no satisfaction".

O refrão está correto. 

É impossível obter satisfação perene pelo material, somente o espiritual pode fazer isso. 

E para tal o dinheiro seria apenas um meio, não um fim. 

Podemos trocar o exemplo do dinheiro por uma pessoa querendo abraçar alguém que esteja carente para dar felicidade a esta pessoa mas está numa ilha deserta. 
Vai abraçar quem, um coqueiro?



  • Homem e mulher não são macho e fêmea segundo a Torá.
  • D-us criou o homem do barro. Porque não criou a mulher do mesmo barro?
  • Porque a criou de dentro do homem e não em separado como todas as criaturas?

Resposta do rabino Yinon: Porque o interior da pessoa já lhe mostra ser possível conviver com duas entidades totalmente diferentes, e não raro, opostas.

"Não é bom o homem estar só, farei a ele uma ajuda em antagônico" 
Bereshit - Gênesis, 2:18

A mulher saiu de dentro do homem para ajudá-lo a resolver este dilema corpo e alma.

E quando um matrimônio tem êxito? 

Quando as duas partes, homem e mulher progridem. O mesmo se dá com cada um em separado: os anseios do corpo e da alma também progridem.

Desde e quando Hashem esteja sempre cobrindo o casal com Suas bênçãos, e as leis que ele ditou na Torá sejam estudadas e cumpridas, um ajudando o outro.

Mazal tov!

Chupá em Kiev logo após a queda do comunismo.
Estou na extrema direita, segurando uma das hastes

Em memória de Gad ben Yaacov falecido em 10 de Cheshvan, quando escrevemos este artigo


Comentário da Parashá da semana: NOACH (Noé)


       "E Esta é a saga de Noach, Noach foi um homem justo e íntegro em suas gerações, 
e caminhava sempre junto a D-us" - Sêfer Bereshit (Livro do Gênesis).

  • Note que a palavra Noach (Noé) se repete. 
  • Veja também que os predicados a ele associados também se repetem: justo e íntegro.


Nossos Sábios dizem que quando alguém é chamado duas vezes por D-us, 
isto significa que esta pessoa é especialmente querida por Ele.

Outros exemplos da Torá relacionados ao carinho de Hashem por eles: 

  • Avraham, Avraham....! (Abrahão) e Moshé, Moshé...! (Moisés).


No caso de Noé, cuja vida precedeu a entrega da Torá, qual o motivo da repetição do nome e predicados?

Nossos Sábios acrescentam que não basta ser temente a D-us, esta pessoa precisa também ser clemente e bondoso com os outros humanos, e vice-versa. Noé era temente a Hashem e bom com os outros seres humanos: íntegro para com D-us e justo para com os homens.

Este Tropicasher é dedicado à família Kignel de São Paulo, alicerces da nossa comunidade e exemplos vivos de como se pode ser íntegro e justo com Hashem e os homens mesmo numa sociedade tão complexa quanto a nossa.


Família Kignel oferece Sêfer Torá à Sinagoga Netivót Hatorá

Campanha de Har Hamor - *TUDO OU NADA!! E SE MULTIPLICA!!!

*TUDO OU NADA!! E SE MULTIPLICA!!!

Você pode ter o mérito!

Precisamos da sua ajuda para continuar crescendo 
e fortalecendo a ESPIRITUALIDADE DO NOSSO POVO!!

Isso não é uma campanha qualquer... 

É pensar no FUTURO de Am Israel, é dar força 
para que o coração possa se desenvolver de forma saudável. 

Yeshivat Har Hamor, conhecida como uma das PRINCIPAIS fontes de espiritualidade, na qual estudam 650 alunos (2018), dos quais mais de 100 estudam por mais de 10 anos seguidos.

Ultimamente a yeshiva tem arcado com muitos gastos por causa do novo edifício e novos alunos. 

Entre 2017 e 2018 houve 30% de CRESCIMENTO de alunos e, portanto, foi necessária a criação dessa iniciativa. SÃO SÓ 30 HORAS, nelas precisamos chegar a 4 milhões de shekel, sendo desses metade por parte NOSSA, pois tudo que for arrecadado SERÁ DOBRADO! 

Porém, se NÃO chegarmos nessa meta, NENHUMA doação será recebida.

Cada valor AJUDA e contribui! Você pode nos dar o seu contato, ligarão de Israel para vocêJuntos vamos ENGRANDECER A TORÁ EM AM ISRAEL!

Doações no Brasil: 
favor mandar comprovante para

Bradesco 
Agencia 472
Conta 2523-2
Em nome de Associação Amigos de Har Hamor
CNPJ 21470605/0001-16

Linhas abertas em Jerusalem para  sua doação.

Torá & Eleições


A humanidade tem 7 Preceitos Bíblicos básicos,

Com Bolsonaro o brasileiro pode cumprir todos eles. 
Com Haddad, nenhum.



Meór HaShabat Semanal - Parashá: BERESHIT 5779 (2018/9)


Qual O Valor De Se Cumprir A Palavra? 
      Qual o valor de se respeitar o Shabat? 

Recentemente tive o prazer de conversar com Morris Engelson, um dos ‘pilares’ da Sinagoga Keter Israel que meu bisavô ajudou a fundar há quase 100 anos em Portland, Oregon, nos Estados Unidos. Durante nossa conversa, Morris mencionou que era um sobrevivente do Holocausto. Eu expressei minha surpresa, uma vez que ele parecia relativamente jovem em relação aos que escaparam do Holocausto.

            Morris sorriu e disse: “Você tem razão. Poucas crianças sobreviveram ao Holocausto. Minha família foi escondida por alguns anos por uma família não judia, algo também relativamente raro. Os nazistas premiavam com um saco de farinha ou açúcar aqueles que entregavam os Judeus e ‘recompensavam’ os que os escondiam com uma bala. Os locais, em geral, não estavam ansiosos por esconder os Judeus, a menos que tivessem dinheiro. Mas quando este se acabava, eles frequentemente os entregavam. O fato de eu ter sobrevivido é uma história que remonta aos tempos do meu avô".

Chanucá após libertação de um campo nazista, ymach shemam

            "Meu avô era um mercador de grãos. Geralmente comprava trigo dos ‘senhores feudais’ da Polônia e o vendia aos moinhos. Entretanto, havia um fazendeiro que era dono de sua própria fazenda, com quem meu avô mantinha um bom relacionamento. Certo dia, um moinho de trigo foi colocado à venda. Meu avô não tinha toda a quantia pedida, e então pensou em pedir ao fazendeiro que lhe emprestasse o dinheiro restante em troca de um retorno bastante substancial".

            "O fazendeiro concordou com o plano e deu ao meu avô toda sua produção, para que ele a vendesse e usasse o lucro para comprar o moinho. Meu avô estocou o trigo do fazendeiro num silo, para depois vendê-lo. Porém, no Shabat seguinte, ocorreu um incêndio no silo (eles suspeitaram dos outros donos de moinhos da região, mas nada ficou comprovado). Uma vez que não havia perigo de vida às pessoas que moravam nos arredores do silo, a Halachá (Lei Judaica) é clara: O fogo não pode ser apagado no Shabat. E assim todo o trigo se queimou".

            "Meu avô foi falar com o fazendeiro e explicou-lhe o que havia ocorrido. Ele garantiu-lhe que pagaria até o último zlot (o dinheiro polonês) que havia se comprometido conforme o trato inicial, e pediu-lhe apenas um prazo para poder quitar a divida. Não havia maneira de o fazendeiro cobrar nada de meu avô, pois tudo havia sido feito na base da ‘palavra’, e o fazendeiro não tinha outro remédio além de aguardar. Durante os 20 anos seguintes meu avô foi pagando o fazendeiro, até concluir o débito. E nunca comprou o moinho".
            "Então veio Hitler, imach shemo v’zichrono (que seu nome e sua lembrança sejam apagados) e começou a assassinar os Judeus na Polônia. Meu pai dirigiu-se aos dois filhos do fazendeiro e fez a seguinte proposta: 'Hitler não vencerá esta guerra. Eu perdi quase toda minha família, muitos irmãos e irmãs. Se vocês esconderem a mim e à minha família, tudo que eu herdar de meus parentes falecidos será de vocês'".

            "Os dois irmãos conversaram entre si. Então um deles falou ao meu pai: 'Há cerca de 20 anos seu pai fez uma promessa ao nosso pai e cumpriu o combinado. Sabemos que você também irá manter a sua palavra. Nós iremos escondê-los!'"
           
            Ao lermos esta história podemos aprender o valor de se manter a palavra dada à outra pessoa, o valor de sermos pessoas íntegras. Entretanto, há uma lição ainda mais profunda. Quando o Povo Judeu esteve no Monte Sinai, aceitou sobre si cumprir toda a Torá. Nós dissemos: “Faremos e entenderemos”. Rashi, o grande comentarista da Torá, explicou que todas as almas de todos os integrantes do Povo Judeu de todas as futuras gerações estavam presentes naquela ocasião no Monte Sinai, e concordaram em participar deste pacto com o Todo-Poderoso para cumprir a Sua Torá.

            Ao não apagar o incêndio do silo no Shabat, o avô de Morris estava manifestando um patamar de integridade talvez ainda mais elevado, ao cumprir o pacto com o Todo-Poderoso e não profanar o Shabat. Ele poderia ter extinguido o fogo, e sabia das consequências da atitude que tomou: um tremendo prejuízo financeiro, o fim do sonho de tornar-se dono de um moinho e talvez de se tornar um homem rico. É bem provável que o comprometimento do avô de Morris com o fazendeiro estivesse enraizado no fato de ele entender que existe um D’us que estabeleceu padrões para nos comportarmos com os outros seres humanos, e cumprir estes padrões é uma parte tão importante da Torá quanto cumprirmos o Shabat.

Se estiver interessado(a) em saber se realmente existe um Dus que interage com o mundo – e com as nossas vidas – então provavelmente gostará de ler o livro Permission to Believe (Permissão para Acreditar) de autoria do Rabino Lawrence Kelemen (disponível em https://www.amazon.com/Permission-Believe-Rational-Approaches-Existence/dp/0944070558). 

Talvez também goste de nosso seminário on-line “The 2001 Principle” em http://www.shemayisrael.co.il/2001/2001.htm.


Porção Semanal da Torá:     
Bereshit      Bereshit  (Gênesis)   01:01 - 06:08

            Os Cinco Livros de Moisés começam com os Seis Dias da Criação, o Shabat, a história do Jardim do Éden e segue relatando a primeira transgressão, suas consequências e a expulsão de Adão e Eva do Jardim do Éden; Caim e Abel; as Dez Gerações até Noah (Noé), prelúdio para o Dilúvio.
            Um dos mais profundos versículos em toda a Torá é E D'us criou o homem à Sua própria imagem. Uma vez que o Criador não tem forma ou imagem, esse versículo nos ensina que fomos dotados de livre arbítrio, moralidade, razão e a habilidade de imitar D'us, que nos concede somente bondades.
Além disso, ao nos conscientizarmos de que fomos criados à imagem de D'us, compreenderemos que temos um valor intrínseco e, consequentemente, não faz sentido ficarmos deprimidos, pensando se temos ou não algum valor!


Dvar Torá:         
baseado no livro Growth Through Torah, do Rabino Zelig Pliskin

A Torá declarou que antes do Dilúvio: O Todo-Poderoso viu que o homem fez muitas coisas ruins e todos os pensamentos de seu coração eram perversos todo o dia (Gênesis 6:5).
O rabino Ovadia Sforno (Itália 1470-1550) explicou que as palavras “fez muitas coisas ruins” referem-se ao passado, e “os pensamentos de seu coração eram perversos” referem-se ao futuro. Eles não davam ouvidos a ninguém que tentava corrigi-los e, portanto, não havia esperança que fizessem teshuvá, se arrependessem.
Ao aceitar críticas, não importa quantas falhas a pessoa tenha, existe a esperança que ele/ela melhore. O nível mais alto a se atingir é adorar receber críticas. Amar as críticas é o 35º. pré-requisito para adquirir a sabedoria, como está listado no sexto capítulo do livro Pirkei Avót (Ética dos Pais).
Uma pessoa que adora críticas é grata a qualquer um que lhe mostre maneiras de se aprimorar. (Leia – abaixo - o Pensamento da Semana).
 Mesmo se alguém não aprecia críticas – mas, de qualquer maneira, procura aprimorar-se ao ser corrigido(a) – ele(a) se tornará uma pessoa melhor com o passar do tempo. Por outro lado, há poucas esperanças para quem se recusa a ouvir aqueles que tentam corrigi-lo. A pessoa que nos critica é aquela que nos ama e se importa conosco! Portanto, não é surpresa que as crianças frequentemente recebem tantas críticas de seus pais!

Horário de Acender Velas de SHABAT (5 de outubro)

S. Paulo: 17:47 h   Rio de Janeiro 17:33  Recife 16:53   Porto Alegre 18:09  Salvador 17:10   Curitiba 17:59 B. Horizonte 17:34  Belém 17:46  Brasília 17:48  Jerusalém 17:40  Tel Aviv 17:58 Miami 18:44 Nova York 18:13

Pensamento da Semana:
“Qualquer um ficaria grato a alguém que o advertisse que, por falta de atenção, deixou cair sua carteira com uma grande soma de dinheiro dentro.
 Esta deve ser a nossa atitude em relação às críticas construtivas!”.
Rabino Noah Weinberg Z”L (1930-2009)

Shabat Shalom 
que todos tenham um excelente 5779!
Rabino Kalman Packouz

 


Contate-me via Internet: meor018@gmail.com

Sugestão: mostre este fax a seus familiares! Este fax é dedicado à memória de meu pai Zeêv ben Ytschak Yaacov Z”L e meu sogro Haim Shaul ben Sara Z”L


DEDICADO À PRONTA RECUPERAÇÃO DE:
Avraham ben Guila – Baruch ben Ruth Lea - Biniamin ben Farida - David ben Sara – David ben Rachel – Eliahu Aharon ben Hana Braindi - Eliau Haim ben Shefica Sofia – Gavriel David ben Sara – Gilbert Shmuel bem Mazal - Haim Avraham Tzvi ben Golda – Hersh bem Sara - Kalman Yehuda ben Pessi – Lemon ben Tsirla – Mahluf ben Latife - Mendel ben Hava - Mordehai ben Sara - Mordehai ben Shoshana - Moshe ben Lizette - Moshe Eliezer ben Devora Hana – Moshe Igal bem Pola - Moshe Ysser Ben Dvora Yentel - Natanel ben Faride - Noam Shemuel ben Simha - Pessach ben Sima – Gilbert Shmuel ben Mazal - Shlomo ben Bela - Shmuel Daniel ben Zissel - Tzvi ben Tsipora - Yaacov ben Alice – Yaacov bem Rachel - Yaacov ben Rivka – Yehuda Aharon bem Ester - Rabino Avraham Haim ben Rechel – Rabino Ezriel ben Roizel - Rabino Meir Avraham ben Malca – Rabino Matitiau Haim ben Etl - Rabino Shimon ben Haia Sara - Rabino Ytschak Rafael ben Lea – Rabino Ytschak David ben Haia Rivka Rachel Tzvia - Rabino Shlomo ben Hoide Hadassa - Rabino Shemariahu Yossef Nissim ben Batia – Rabino Israel Avraham bem Sheina Rachel (Skulaner Rebe)
Aliza Bracha Bat Simona Tsivia - Alte Haia Sara Yudit bat Haia Roise – Branda Chava Malka bat Guitla - Dina bat Rachel Efrat - Eliana bat Hava - Ester Malca bat Hassia Sheine Perl - Hana Lea bat Hava - Orovida bat Yaziza - Sara bat Sheindel - Sara bat Toibe – Rachel bat Shoshana Reizel - Rina bat Sara – Ruth bat Shoshana - Shlime bat Batsheva - Tamar Ester bat Lea - Tzivia Chava bat Rivka e aos feridos em Israel

E à MEMÓRIA DE: YECHIEL MENDEL BEN SARAH, EFRAIM FISHEL BEM ESTER, RABINO REUVEN SHALOM BEN SOL SHULAMIT , RABINO MOSHE BEN RIVKA REIZEL , RABINO AHARON YEHUDA LEIB BEN GUITEL FAIGA, SHAUL BEN MEIR AVRAHAM, YERACHMIEL SHMUEL BEN ESTER, NAHUM BEN LEA, RABINO SHLOMO BEN ZLATE ESTER, MOSHE YSSER BEN SHIMON BETSALEL HACOHEN, ESTER BAT HANA, REIZEL BAT AVRAHAM, YEHIEL MENDEL BEN DAVID, YAACOV BEN MOSHE, AZRIEL BEN AVRAHAM, SHMUEL DANIEL BEN ZISSEL, HIZKIAHU ELIEZER BEN LEA, YAFA BAT SALHA, MORDECHAI ISAAC BEN DINA, AVRAHAM BEN MEIR, ITA BAT AVRAHAM, SHIRLEY BAT AVRAHAM, HAYA BAT YEHUDA BARUCH, AHARON BEN YEHUDA BARUCH, HaAri HaKadosh, HAIA MUSHCA BAT MARGALIT SIMA RACHEL, HAIA RIVKA RACHEL TZIVIA BAT TAMAR, MIRIAM BLIMA BAT HAIM LEIB, TAUBE YONA BAT ESTHER, HANA BAT MOSHE, MOSHE BEM REUVEN, ARIE LEIB BEN YTSCHAK,TSEMACH DAVID BEN HAIM LEIB, EZRA BEN ESTER, ytschak arie ben yossef tzvi halevi, YAKOV BEN SHEPSEL, FARAJ BEN THERE, AVRAHAM SHLOMO BEN CHASSIA SHENDEL PEREL, YAACOV NAFTALI BEM RACHEL DEVORE, GUILAD MICHAEL BEN BAT-GALIM, EYAL BEN IRIS TESHURA, JOSÉ SALEM BEN BOLISSA, KALMAN BAR YAACOV LEIB, ARIEL BEN YAACOV, LEAO ARIE BEN SONIA SHENQUE, NUCHEM BEN FRAIN, SHAUL BEN YOSHUA, SHLOMO BEN FRIDA, SHLOMO NAHUM BEN SHALOM, YAACOV BEN MENAHEM, YOSSEF HAIM BEN AVRAHAM, YEHOSHUA BEN AHARON YAACOV, NACHMAN MOTEL BEN DANIEL, LEIB BEN TSUR, MOTEL BEN MOSHE, HERSHEL BEN MANES, NATAN BEN AHARON WOLF HACOHEN, MENAHEM BEN YEHUDA BARUCH, ALTER YOSSEF BEN SHMUEL, EFRAIM FISHEL BEN MOSHE, EZRA BEN CLARA, rabino NOAH ISRAEL ben HARAV YTSCHAK MATISYAHU, YEHUDA ROZANCZYK ben MOSHE, YOSSEF HAIM bem AVRAHAM
ESTER SANDRA BAT AVRAHAM, FAIGA BAT MORDEHAI HALEVI, MINDL BAT YOSSEF ,DINA LIBE BAT ETEL AZRAK, RUTH BAT SARA BRAHA, CHAIA RUCHEL BAT SINE, HAVA BAT AVRAHAM YAACOV, BASIA RACHEL BAT MAYER, RACHEL BAT HANNA, RACHEL BAT AVRAHAM SHMUEL, CARMELA BAT SHMUEL, RIVKA BAT DOV, SARA MALKA BAT ISRAEL, YEHOSHUA ben ISRAEL YTSCHAK, ELLIE ZALMAN ben AVRAHAM DAVID, R’ ARYE KUPINSKY H”YD, R’ AVRAHAM SHMUEL GOLDBERG H”YD, R’ KALMAN LEVINE H”YD E R’ MOSHE TWERSKY H”YD, RABINO ELIMELECH BEN BLUMA ROIZE
E à YESHUÁ DE: Mordehai ben Sara, Yehoshua Michael ben Sara, Eliezer ben Hana, Shimon ben Rivka, Menahem Mendel ben Miriam e Elisheva bat Shmuela, Haim Yehoshua ben Hana Shaindel e Lea Kreindel bat Hantse Yahat
E à libertação de: Ron ben Batia Arad, Yonatan ben Malca, Guy ben Rina, Zacharia Shlomo ben Miriam, Yehuda Nachman ben Sara, Tzvi ben Penina, Yaacov ben Sara, Ilya ben Sara, Yehoshua Michael ben Avraham, Meir bem Sara, Natanel bem Rivka

A Berachá do Shabat: "Deixa Comigo...!"- 4 de Outubro, 2018 - 25 de Tishrei, 5779




A MENSAGEM DE HOJE FOI OFERECIDA

LeIlui Nishmat
Sara bat Baruch a`h


A Berachá do Shabat: "Deixa Comigo...!"

 
O Passuk diz em Parashat Bereshit: 

"ויברך אלוקים את יום השביעי"-  E Hashem abençoou o sétimo dia, o Shabbat. 

O Ramban aqui cita o Rav Saadia Gaon que esta berachá é recebida por aqueles que o observam. Nós dizemos no Lecha Dodi, "כי היא מקור הברכה"- O Shabbat é a fonte da Berachá. Apesar de parecer que tirar um dia de folga do trabalho fará uma pessoa ter perdas financeiras, o oposto é simplesmente verdadeiro. Cumprindo o Shabbat a pessoa se torna ainda mais abençoada.

Certa pessoa abastada me contou que há muitos anos, ele trabalhava no varejo e infelizmente mantinha todas as suas lojas abertas no Shabbat. Um dia ele decidiu que ele queria cumprir o Shabbat integralmente. Então ele decidiu deixar o varejo e se dedicar ao atacado.  Ele tinha algumas lojas. A maior parte delas seria fácil de vender, já que se encontravam em locais privilegiados. Mas uma das lojas se localizava em uma vizinhança repleta de crimes. A loja era roubada praticamente toda semana. Os ladrões invadiram a loja pelo telhado inúmeras vezes, então ele instalou um telhado de metal. E em seguida eles vieram pela janela, então ele teve que colocar grades. Aquela loja era uma grande dor de cabeça. Se ele não conseguisse vendê-la, ele estaria preso a uma grande perda. Mas sua cabeça estava decidida; ele deixaria o varejo de qualquer jeito.

Antes mesmo de colocar a loja à venda no mercado, ele recebeu ligações de um agente imobiliário demonstrando interesse naquela propriedade. Ele achou que era uma piada que um de seus amigos estava fazendo com ele. Ele perguntou para o agente, "Quem você está representando?"  O agente imobiliário respondeu que não tinha permissão para revelar. O proprietário tinha certeza que era um trote, então ele disse, "Sinto muito, não estou interessado." Mas o agente continuava ligando e parecia saber mais a respeito da propriedade que o próprio proprietário. Finalmente o agente revelou que estava representando a grande rede de lanchonetes McDonald’s.

Ele disse que eles tinham um tamanho padrão que eles gostam para suas lojas e que esta propriedade se encaixava perfeitamente. Eles estavam prontos para pagar um valor alto por ela. O proprietário me contou que esta foi a maior salvação para ele. Do nada, sem propaganda, ele conseguiu mais dinheiro pela loja do que ele jamais havia sonhado.

Ele pegou o dinheiro e o usou para abrir uma empresa de atacado. Embora ele não tivesse muito conhecimento sobre a indústria, ele foi vender vasos de flores.

Logo no início de seu novo negócio, ele conseguiu marcar uma reunião com uma grande rede de lojas na época- Woolworth. A reunião era com um comprador de uma loja de Boston. Na pior das hipóteses, ele esperava que ele concordasse em colocar alguns vasos na loja, para um teste. Quando o comprador olhou para ele, imediatamente lembrou-se dele de anos atrás. Ele disse, "Nunca vou me esquecer do que você fez por mim." O outro tinha esquecido e lhe perguntou, "Lembre-me, o que eu fiz?" O comprador disse, "Bem, eu tinha uma loja de varejo em Nova York, ao lado da sua. Uma vez, coloquei um anuncio especial sobre chinelos dizendo que eram a mais baratas do mercado. Mas então eu vi na sua loja os mesmos chinelos na vitrine por um valor muito mais baixo. Eu não me dei conta. Eu ia parecer bobo com o meu anuncio depois que as pessoas vissem o seu preço.

Então eu pedi por favor para você retirar os chinelos da sua vitrine por uma semana, e você concordou logo em seguida, sem problema. Numa outra ocasião, você agarrou um ladrão na sua loja que também tinha com ele uma caixa grande com a minha mercadoria que ele tinha roubado de mim e você veio pessoalmente na minha loja devolver para mim.

Vou encomendar o que você quiser. Você anota o número e considere negócio fechado." Ele tirou proveito e escreveu um número exorbitante. Algumas semanas depois, um dos amigos do homem de Boston ligou para ele e disse, " Eu não posso acreditar no que estou vendo. Acabei de sair da Woolworth , e tudo que vejo são os teus vasos de flores. Eles estão por toda parte, na entrada, na saída, no andar de cima, no andar de baixo, no setor de brinquedos, de eletroportáteis, estão por toda parte." Baruch Hashem, tornou-se o segundo item mais vendido da loja. A notícia se espalhou e outras vinte lojas da Woolworth compraram seus produtos e finalmente estes vasos foram para o país inteiro. Este foi o trampolim para o sucesso deste homem neste negócio.

Ele me disse, "Eu literalmente não fiz nada. Eu decidi que queria fechar no Shabbat, e Hashem me enviou o melhor cliente para comprar a minha loja. Anos antes Ele plantou as sementes para meu novo negócio me dando a oportunidade de ajudar aquele comprador".

"כי היא מקור הברכה" - Shabbat é a fonte da Berachá, disponível a todos que o cumprirem.
 
                                                                                 -- Rav David Ashear 
 
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Comentário Tropicasher da primeira parashá da Torá: BERESHIT

BERESHIT – toda a Torá num pé só.
Uma vez um romano queria se converter ao Judaísmo. Daí ele chegou para o Rabi Shamai, um dos maiores de Israel na época e perguntou: "- O rabino pode relatar toda a Torá enquanto fica num pé só?"
Rabi Shamai o fez chispar dali na hora a pauladas, por engraçadinho.
Entendamos a posição do Rabi Shamai, por favor: a Torá é um oceano de conhecimento, existem livros e mais livros somente sobre o significado da palavra Bereshit - a palavra que abre a Torá. Entao o cara chegar e querer ser judeu enquanto fica num pe so, seria muito pra cabeca, sob a perspectiva de Rabi Shamai.
Mas nosso amigo não se deu por vencido e foi consultar o Rabi Hilel, de uma escola talmudica mais inclusiva e ao mesmo tempo concorrente a de Rabi Shamai, embora fossem grandes amigos.
- Rabi Hilel se incomoda em me relatar toda a Torá enquanto fica num pé só?
- Pois nao, meu querido: Não faça aos outros aquilo que não deseja que facam a você. O resto é comentário. Agora vai e estuda - respondeu Hilel
Isso fez com que nosso amigo decidisse se converter e encarar os anos de estudo que levam uma pessoa para dentro do seio do povo judeu, caso aceite toda a Torá.
Rabi Hilel tambem sabia ser a Torá um oceano de conhecimento, mas preferiu responder ao nosso amiguinho “num pé só” que a coluna mestre da Torá é o comportamento.

A Torá abre com a palavra Bereshit, que num “pé só” traz dentro o significado da Torá, sendo nescessario o estudo conseguinte para entedermos para que nos foi dada.

Um dos maiores mestres da interpretação dos segredos contidos no texto da Torá foi Rashi.

Rashi viveu na França, uns mil anos atras. Ele analisou com eximio talento o texto da Torá de todas as formas que conhecia, da Gramática a Cabalá, dos Profetas ao Talmud.

Por isso seu comentário aparece na maioria dos Chumashim (Lei de Moisés, ou Torá Escrita).

Quando que a Torá abre e diz:
"Bereshit bara Elo-him et hashamayim ve et haaretz…"
(no inicio, D'us criou o Céu e a Terra…)
Rashi interpela a Torá e fala em nome de um rabino do Talmud:

Assim disse Rabi Ytzchak: " - Porque a Torá tem de começar com o relato da Criação do Mundo ao inves de começar enumerando as obrigaçoes do homem perante D'us?"

O próprio Rashi responde: " - Para que as futuras gerações não digam que o povo de Israel afanou a terra dos outros povos que lá estavam. D'us criou todo o universo e deu a terra (de Israel) a quem lhe pareceu direito. Assim, a deu a outros povos, a tirou destes (por mal comportamento) e a deu ao povo de Israel."

Parte da Terra de Israel

Aqui já temos um indicativo da resposta de Hilel: tudo é uma questão de comportamento.
Hashem criou o mundo para que o homem viva nele e se aprimore.
Isso decide tambem que Nação fica em que pedaço de terra, como e quando.
Até o povo de Israel, para quem Hashem jurou dar a Terra de Israel para sempre, teve seus momentos de exilío, que em alguns casos se estende até hoje.
O que faria então com que ficássemos com a terra de Israel para sempre, numa boa e de bem com D'us e todo o mundo?
A resposta já foi dada no início deste Tropicasher.
O resto é comentario.

Simchát Torá - é Judaísmo no pé!!


E agora, belo? 
Rosh Hashaná ficou para trás, você já esqueceu o jejum de Iom Kipur, comeu na Sucá, chacoalhou o Lulav e a Torá vem agora com mais um dia de Festa para lapidar o ano.
É Shemini Atséret. O oitavo dia de Sucot que na verdade não é o oitavo dia de Sucót, senão uma festa separada que ficou colada na Sucá. A gente come na Sucá sem fazer brachá (da Sucá, a da comida ainda vigora). Em Israel cantam e dançam com a Torá neste mesmo dia.

No Brasil, assim como na Noruega, Dinamarca, Holanda, Mônaco e Canadá *, Shemini Atséret tem dois dias e isto faz do segundo dia da festa um momento especial: Simchát Torá!!! Alegrar-se com o fato da Torá ser ela mesma e ter sido dada por D-us para todos os tipos de pessoas, representadas em Sucot pelas 4 espécies (Etrog, Lulav, Hadas e Aravá).

* na verdade em qualquer lugar fora de Israel, é que fica ser listado com este monte de gente fina.

Simchát Torá é uma forma deveras simples de Judaísmo. Tudo o que você tem que fazer é ir no Shil mais próximo, entrar na roda e cantar o que eles estiverem cantando, dançar o que eles estiverem dançando e se não quiser, cante o que quiser e dance o que quiser, contanto que seja aceitável no clima da festa. Não é necessária experiência anterior. Nesta festa, o maior Sábio da Torá tem exatamente a mesma Mitsvá que um judeu que nem sabe pronunciar um Alef: dançar!!!

Eis algumas sugestões de dança para Simchát Torá:

1. Forró chassídico: estenda os braços para o alto e para os lados, enquanto dá aquele passinhos de Lampião. Não o faça se estiver segurando a Torá.

2. Tango japonês: se não conseguir se mexer no meio do povão, dê passinhos curtos de um lado a outro, apoiando uma mão no ombro do cara da frente e com a outra segure a bandeirinha.

3. Samba russo: alguns gostam de mandar um Lechaim prá goela neste dia, embora o judaísmo nem sempre aprove medidas etílicas como forma de crescimento espiritual. Não obstante, esta é a dança mais fácil de todas: é só mexer as pernas para qualquer lado sem qualquer sincronização com as mãos, contanto que você não conte a ninguém que isto é samba. Ou mesmo que está dançando. Ninguém vai acreditar. Mas continue, sem medo de ser feliz. O importante não é o que os outros pensam, mas como vocês os contagia com sua alegria.

O fator mais importante de Simchát Torá, que coroa todas as festas do início do ano judaico, é sabermos que o amor pelo judaísmo do jeito que ele é, mesmo que não conheçamos todos os seus detalhes e alegrar-se pelo simples fato de sermos judeus e termos oportunidades de fazê-lo, constituem em si, uma forma muito elevada de serviço Divino e um enorme estímulo para seguir adiante.
Ve Yaacov alach ledarcó! (e Jacob seguiu seu caminho)
Chag Sameach!!!


 Leilui Nishmat Tsipora bat Eliahu, minha avó materna.
MInha avó no centro da foto.
À esquerda minha mãe. 

Este artigo foi escrito em memória à minha avó materna, dona Cecília Sheir Levy, que faleceu no dia de Simchát Torá, e que, entre tantos ensinamentos, passou para seus filhos e netos a forma mais pura e simples de adorar a Hashem: a alegria de viver cada dia como se este fosse o dia mais feliz de nossas vidas.
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