Quem sou eu

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Sociólogo pela Universidade de Haifa, especialize-me em abrir caminhos dentro do conhecimento judaico e melhorar a comunicação entre judeus e não judeus. Este é um caminho aberto para se comunicar com os judeus de Israel, EUA, Canadá, Europa ou aqueles que vivem em países da América Latina, mas não falam Português (no Brasil) ou espanhol (todos os outros países, além das Guianas)

A benção para criaturas belas

Há uma brachá (benção judaica) para quando se vê pessoalmente uma criatura excepcionalmente bela:
"Baruch Atá Ado-nai, Elo-hêinu Mélech HaOlam, she'caha Olamó"
Bendito é o Senhor, Nosso D-us, Rei do Universo, cujo mundo é (assim) tão belo.

Parashá: PINCHÁS. Shabat Mevarchim (abençoamos o mês de) AV -Beit Hassofer.

A Recompensa de Pinchas – Pacto de Paz (25-10:15) 

O que é o 17 de Tamuz?


A TORÁ NÃO TEM DATAS TRISTES!

Até o Yom Kipur é considerado o maior dia de júbilo do ano judaico.
Como pode ser então, que o povo judeu designou tres semanas de dolo, sendo quatro jejuns, com proibição de casamentos, comprar coisas novas e ter quaisquer outros motivos de regozijo?
Isto seguramente não vem da Torá, ou seja, de Hashem.
Mas provém de falhas do próprio ser humano.
Por este motivo, estes jejuns são rabínicos, ou seja, não estavam no Plano "A" de Hashem.
Eles servem colmo Capará (expiação) e incentivo para a Teshuvá (reparação dos erros).
No dia em que o povo judeu concluir sua expiação e processo de Teshuvá, estes dias já não terão razão de ser.
E quais foram estes motivos?

Em 17 de Tamuz cessaram as oferendas no Templo.

São todos ligados à cacusa da não mais existencia do Templo Sagrado em Jerusalem.
  • No dia 17 de Tamuz, o povo judeu festejou o Bezerro e Ouro, e concomitantemente, Moisés jogou as Tábuas com Asséret Dibrot (Os Dez Mandamentos).
  • Foram encerradas as oferendas no Templo devido ao certo babilônico.
  • Neste dias, as muralhas de Jerusalem foram rompidas.
  • Foi postada uma entidade pagã no Santo dos Santuários.




Costumes referentes a este jejum:
Por ser um dia de jejum menor, é requerido jejuar do nascer ao pôr do sol, mas outras leis do luto não são observadas. Nos serviços religiosos de Shacharit (reza matinal) e de Minchá (reza da tarde), são acrescentadas a leitura da Torá e a leitura da Haftará, e uma reza especial na Amidá.
Neste dia se começa a contagem das 3 semanas até o dia de Tishá BeAv. Os dias entre 17 de Tamuz e 9 de Av são dias de luto, em lembrança do colapso de Jerusalém durante a ocupação romana que ocorreu entre estas datas. Tradicionalmente, os casamentos e outras ocasiões festivas, não são realizadas durante este período. Um elemento adicional é acrescentado neste tempo, durante os últimos nove dias, entre 1 e 9 do mês de Av — os religiosos abstêm-se de comer carne e beber vinho, exceto no Shabbat ou numa Seudat Mitzvá (uma refeição de mitzvá, tal como um Pidion Haben, que é a celebração do reconhecimento de um recém-nascido, ou a conclusão do estudo de um texto religioso). 
Da mesma forma, é costume não cortar o cabelo durante este período.
fonte de pesquisa: Wikipedia


colaboração especial: Luli Rosenberg, Yeshivát Har Hamor.




Parashat BALAK 5778 - Rabino Efraim Birnbojm

Parashat Balak 5778 - R' Efraim Birbojm
Vídeo da Parashat Balak
DE GRÃO EM GRÃO - PARASHAT BALAK 5778 (29 de junho de 2018)
“Havia na cidade um ladrão muito astuto, que entrava nas casas, roubava tudo o que as pessoas tinham e sempre conseguia escapar. Os habitantes estavam muito irritados, pois ninguém conseguia prendê-lo. Certa madrugada o ladrão estava saindo de mais um roubo. Levava uma sacola cheia de dinheiro após ter esvaziado o cofre da casa. Porém, quando saia pela janela, feliz da vida, sentiu algo em suas costas. Era o dono da casa que o esperava do lado de fora, apontando para ele uma arma. Finalmente o ladrão havia sido pego. Mas antes que o dono da casa pudesse dizer qualquer coisa, o ladrão olhou para ele e disse:

- Senhor, sei que serei preso. Mas posso pedir algo antes que você me leve para a polícia? Meus comparsas vão pensar que eu escondi o dinheiro do roubo e fingi ter sido preso apenas para não dividir o dinheiro com eles. Certamente eles irão me matar na prisão. Por favor, você poderia me ajudar? Quero demonstrar de alguma maneira que fui preso após muita luta. Você poderia dar um tiro no meu chapéu?

O dono da casa, que era um homem bondoso, concordou. Afinal, ele queria prender o ladrão, mas não queria que ele fosse morto. Então ele tirou o chapéu do ladrão e deu um tiro nele, deixando a marca da bala. Mas o ladrão não se contentou e explicou que somente aquela marca não seria suficiente para convencer seus comparsas de que ele havia lutado antes de ser preso. Pediu para que o homem desse também alguns tiros em seu casaco. O homem novamente concordou. O ladrão tirou seu casaco e o dono da casa deu vários tiros, até que as balas acabaram. O ladrão, ao ver que o revolver estava descarregado, aproveitou para fugir. Saiu correndo, dando gargalhadas, levando todo o dinheiro do seu roubo. Enquanto isso, o dono da casa não acreditou como tinha sido estúpido, a ponto de cair na conversa daquele ladrão astuto.”

Assim também faz o nosso Yetser Hará (má inclinação). Se não tomarmos cuidado ele nos engana e, aos pouquinhos, vai roubando nossos méritos. Quando percebemos, ele já levou tudo o que temos.
Nesta semana lemos a Parashat Balak, que descreve um dos personagens mais contraditórios da Torá: o profeta Bilaam. Por um lado, ele era um profeta de elevado nível espiritual, que conhecia os segredos de D’us e conversava diretamente com Ele. Por outro lado, ele preferia utilizar seu potencial espiritual para ganhar dinheiro e honra, vendendo seus “serviços espirituais” e amaldiçoando pessoas e povos inteiros. Balak, o rei do povo de Moav, ao ver o avanço esmagador do povo judeu, sentiu muito medo e contratou Bilaam para amaldiçoar os judeus, para assim ter alguma chance de vitória militar. Porém, Bilaam não conseguiu amaldiçoar o povo judeu, pois as maldições, ao saírem de sua boca, se transformavam em Brachót (bênçãos). Mas Bilaam não desistiu e bolou um plano para derrubar espiritualmente o povo judeu, causando com que eles perdessem a proteção Divina. Mas que plano foi este?

Explica o Talmud (Sanhedrin 106a) que Bilaam deu um conselho a Balak: “O D’us deles odeia promiscuidade, e os judeus gostam de roupas de linho. Faça um mercado e coloque mulheres, velhas do lado de fora e moças jovens do lado de dentro, vendendo roupas de linho. No momento em que os judeus estiverem comendo e bebendo alegremente e passeando, as mulheres velhas devem dizer a eles: ‘Vocês não querem roupas de linho?’. Enquanto as mulheres velhas oferecerão as roupas por um valor mais caro, as moças jovens surgirão e oferecerão duas ou três vezes mais barato. As moças jovens então dirão: ‘Venham, sintam-se em casa, sentem-se tranquilos’. Elas então servirão a eles vinho (pois naquela época o vinho feito por não-judeus ainda não era proibido aos judeus). Após beberem, tropeçarão em imoralidades e idolatria”. Infelizmente o plano de Bilaam funcionou, os judeus cometeram graves transgressões e uma epidemia matou 24 mil homens do povo.

Porém, este ensinamento do Talmud levanta alguns questionamentos. Em primeiro lugar, por que a Torá nos ensina, com tantos detalhes, o plano de Bilaam? O que estes detalhes nos acrescentam? Além disso, o Talmud ressalta que “naquela época o vinho feito por não-judeus ainda não era proibido ao povo judeu”, como se este decreto pudesse ter salvado o povo judeu das transgressões. Porém, se o povo judeu cometeu transgressões tão graves da Torá, como imoralidade e relações ilícitas, como um decreto rabínico teria salvado os judeus destas graves transgressões?

Explica o livro Lekach Tov que as pessoas normalmente se sentem protegidas do seu Yetser Hará, em especial quando se trata de transgressões graves, como imoralidade e idolatria. É por isso que o Talmud se alongou tanto nos detalhes do plano de Bilaam, pois contém informações muito importantes sobre como funciona o nosso Yetser Hará e como ele atua para que até mesmo pessoas espiritualmente muito elevadas tropecem e caiam em transgressões graves. Ao revelar os métodos, as estratégias e as forças do Yetser Hará, a Torá nos ensina a como tomarmos cuidado para não sermos pegos em suas enganações e armadilhas.

A forma de ataque do Yetser Hará é nunca começar pela essência da transgressão com a qual ele quer nos derrubar. Ele não costuma nos atacar de forma direta, tentando nos convencer a fazermos transgressões, pois ele sabe que desta maneira não o escutaremos. O método de ataque do Yetser Hará é se alojar em nosso coração e aguardar algum sinal de fraqueza, na qual haja alguma falta de claridade. O Yetser Hará não tem força para nos desviar nos pontos onde temos total claridade, por isso ele aguarda por algum tipo de dúvida ou tropeço. O Yetser Hará não despreza nenhum tipo de conquista, nem a mais leve, pois a partir desta vitória inicial ele cria um “ponto de apoio” a partir do qual pode continuar avançando, como ensinam nossos sábios: “Uma transgressão traz outra transgressão” (Pirkei Avót 4:2). Mesmo a vitória mais simples do Yetser Hará permite que ele inicie sua dominação sobre a pessoa, tanto sobre os seus pensamentos quanto sobre os seus atos.

Portanto, a Torá está nos revelando que o Yetser Hará vai nos derrubando aos pouquinhos, se infiltrando e nos causando derrota atrás de derrota. Porém, são derrotas tão pequenas que muitas vezes não conseguimos nem mesmo perceber. Quando nos damos conta, o Yetser Hará já nos levou para onde ele queria. Então o que devemos fazer para fugir deste inimigo tão astuto?

Os detalhes do plano de Bilaam, tais como as mulheres falando “sintam-se em casa” e “duas ou três vezes mais barato”, são formas do Yetser Hará se aproximar da pessoa e ir retirando as divisórias que nos separam das transgressões. “Comer, beber, ficar feliz e sair para passear” não contém nenhuma transgressão. Também comprar roupas de linho por valores bem mais baratos não envolve nenhum erro. Porém, já são o começo de uma aproximação perigosa, que fazem a pessoa já se “sentir em casa” e baixar a guarda.

É isto o que nos ensina o Talmud através da afirmação “pois naquela época o vinho feito por não-judeus ainda não era proibido ao povo judeu”. Qual foi o motivo que nossos sábios decretaram a proibição de bebermos o vinho feito por não-judeus? Este decreto foi feito durante o primeiro exílio do povo judeu, quando os babilônios nos expulsaram de nossa casa e, pela primeira vez desde a saída do Egito, fomos morar no meio dos outros povos. Os nossos sábios perceberam que o perigo da assimilação começava a rondar o povo judeu e, com ele, o perigo da perda de toda a nossa espiritualidade. O decreto de proibição do vinho era uma medida que visava evitar a assimilação. Era como se os nossos sábios tivessem fincado uma nova divisória, na qual a pessoa que estava sendo atraída pelo seu Yetser Hará pudesse dizer: “Vou até aqui. Daqui para frente eu já não posso mais prosseguir”. Esta divisória não deixa o Yetser Hará avançar com suas pequenas vitórias.

Se a divisória da proibição do vinho já tivesse sido fixada naquela época, o povo judeu não teria chegado ao ponto de se aproximar das transgressões de imoralidade e idolatria. Quando as moças jovens oferecessem a eles vinho, o decreto não nos permitiria aceitar, e mesmo esta proibição mais leve já teria sido suficiente para nos afastar das transgressões mais graves. Porém, como os homens aceitaram beber o vinho, abriram a brecha para uma aproximação completa. Quando o Yetser Hará já tinha o controle completo, eles já não conseguiram mais evitar nem mesmo as transgressões mais graves.

Nossos sábios ensinam que o nosso Yetser Hará se fortalece e se renova a cada dia. Como podemos ter força para vencer um inimigo assim tão poderoso? O plano de Bilaam é um importante ensinamento de como vencer o Yetser Hará. A principal força do Yetser Hará é tirar o foco do nosso intelecto e turvar a nossa claridade. Tudo o que o Yetser Hará nos pede é uma pequena derrota, para que ele possa encontrar um ponto de conquista a partir do qual ele pode iniciar seu avanço.

Há algumas “armas” que, se utilizadas da forma correta, podem nos levar a vencer o Yetser Hará. Em primeiro lugar, devemos estar sempre alertas. A constante reflexão nos ajuda a termos claridade e a verificarmos se não estamos, sem perceber, sob o comando do Yetser Hará. O estudo da Torá também nos ajuda a sabermos o que é permitido e o que é proibido. O aconselhamento com pessoas sábias nos ajuda a mantermos o nosso foco e a escaparmos da autoenganação. Mas, principalmente, devemos ter “Emunat Chachamim” (confiar nos nossos sábios). Como não suspeitamos de atos que aparentam ser bons, mas que se transformam no final em pontes para coisas proibidas, então nossos sábios fizeram decretos que nos afastam das transgressões. Devemos confiar na sabedoria deles, pois são justamente estes decretos que nos afastam das transgressões mais graves. Vencer o Yetser Hará é difícil, mas utilizando as armas certas, podemos alcançar o nosso objetivo.
Shabat Shalom

R' Efraim Birbojm
HORÁRIO DE ACENDIMENTO DAS VELAS DE SHABAT - PARASHAT BALAK 5778:

São Paulo: 17h11  Rio de Janeiro: 17h00  Belo Horizonte: 17h08  Jerusalém: 19h13

Assuntos Principais da Parashá Balak - Beit Hassofer

Moav e Midian recrutam a Bilam (22-2:20) 

            Balak filho de Tsipor, rei de Moav, acompanha amedrontado a jornada de conquistas e vitórias do povo de Israel em seu caminho para Eretz. Temendo haver chegada sua hora, dirige-se a seu odiado inimigo, Midian, para juntar-se a ele na luta contra Israel. Estes dois países enviam emissários importantes a Bilam, profeta e bruxo malvado, para que amaldiçoe Israel e deste modo cause a sua queda. Bilam pede a esta delegação que aguarde até a manhã do dia seguinte para que ele possa receber permissão divina para sua missão.
            À noite o Altíssimo Se revela a Bilam e lhe ordena “não vá com eles, não os amaldiçoe porque este povo [já] é bendito”. Pela manhã Bilam avisa a delegação em questão que não pode amaldiçoar o povo judeu pois não tem permissão Divina para isto.
            O rei Balak não desiste e envia uma delegação ainda mais importante que a primeira. Bilam os avisa que mesmo que lhe paguem todo o dinheiro do mundo não poderá amaldiçoar os israelitas, pois não tem permissão para isto. Não obstante, lhes pede que aguardem até a manhã seguinte.
            À noite D-us aparece a Bilam e lhe diz para acompanhar aqueles homens, mas que só poderá dizer aquilo que Ele lhe disser.


Bilam e a mula falante (22:21-35)

            Bilam sai a caminho montado em sua mula. O entusiasmo com o qual ele parte para amaldiçoar o povo judeu irrita Hashem, que lhe posta um anjo com a espada desembainhada à frente. A mula, assustada, desvia do caminho em direção ao campo, e        Bilam, que não enxerga o anjo [espiritual] golpeia a mula para que ela retorna à estrada. O anjo reaparece num caminho estreito, onde a mula não tem como manobrar. Com medo do anjo, a mula joga-se contra uma parede, espremendo a perna de Bilam, que começa a açoitá-la.
            O anjo aparece novamente, desta vez num lugar tão estreito que mal permite a passagem. A mula saltita no lugar e Bilam a açoita com muita raiva. Surge então um milagre: D-us abre a boda da mula e ela começa a ralhar com Bilam por tê-la açoitado após tantos anos servindo-o com fidelidade. Nesta hora o anjo aparece também a Bilam e o reprime. Diz-lhe também que a mula o salvara da morte certa e que ele agora deve cuidar de executar somente o que Hashem lhe ordenar.


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Vem para amaldiçoar e culmina abençoando (22:36-24-25)

            A grande esperança que Balak nutriu em Bilam não demorou a se converter numa grande desilusão. Quando Bilam chegou a Moav aclarou novamente a Balak que não tinha autoridade sobre si mesmo e que só poderia fazer o que D-us lhe ditasse. Bilam manda que Balak lhe prepare sete altares para oferendas, na esperança de agradar a D-us e fazer Seu espírito pairar sobre si. Todas as suas artimanhas falharam. Na hora de abrir a boca para amaldiçoar Israel, Bilam não fez outra coisa senão abençoar e louvar este povo.
            Balak sugere uma nova tentativa e leva Bilam a um mirante de onde se pode avistar todo o acampamento israelita estacionado em suas fronteiras. Uma vez mais as artimanhas de Bilam falham e ele novamente abençoa ao invés de amaldiçoar. Após uma terceira tentativa, também deflagrada, irritado, Balak expulsa Bilam e o manda de volta a casa. 

            Nas bênçãos e as profecias ouvidas – pelo espírito Divino – da boca de Bilam, podemos identificar alguns alicerces espirituais elementares do judaísmo. Bilam disse: “Um povo só, e que não conta entre as nações” – profecia que expressa a singularidade do povo judeu; Bilam sublinha: “Não viu iniqüidade em Jacob e não viu transgressão em Israel” – expressão do relacionamento e amor especiais de Hashem pelo povo de Israel; Bilam mais uma vez profetiza e abençoa: “Eis que o povo como leão se levanta, e como leão se ergue”; e também: “Quão belas são as tuas tendas Jacob, as tuas moradas, ó Israel”, e muitas outras bênçãos.
            É importante salientar que a profecia e promessa da futura redenção, assim como da vida de Mashiach se originam na profecia de Bilam: “Vê-lo-ei, mas não agora, e o olharei, mas não em breve. Partirá uma estrela de Jacob e se levantará um cetro {o rei David} de Israel. E matará os senhores de Moav e dominará a todos os filhos de Shet...”.


A bravura de Pinchas diante do conselho de Bilam (25:1-9)

            “E Israel estava em Shitim e começou o povo a errar com as filhas de Moav”. Por haver falhado em sua missão, Bilam viu por bem indenizar Balak com um bom conselho. Seguindo este conselho, as moças de Moav seduziram os israelitas que estavam em suas fronteiras e os induziram a servir os seus deuses. Enfurecido, Hashem ordena a Moshé que “mate cada um dos homens que se juntaram a Baal-Peor”. Zimri ben Salu, um dos príncipes da tribo de Shimon, chega ao cume do desvio de conduta e do atrevimento: aos olhos de Moshé e do povo de Israel ele leva à sua tenda uma mulher midianita.
            No meio de toda esta situação embaraçosa, levanta-se Pinchas filho de Elazar, neto de Aharon Hacohen, toma uma lança na mão e adentra a tenda onde estão os pecadores. Zelo pela palavra de Hashem e pela Sua lei, atravessa com a lança o israelita e a midianita.
            O ato de bravura de Pinchas faz estancar uma epidemia que havia se alastrado como decorrência do pecado dos israelitas, e que havia causado vinte e quatro mil baixas.


(esta parashá contém 104 versículos).
traduçao: Paulinho Rosenbaum

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R.Shmuel Lancry
    -989312690-

Pará Adumá – A mitsvá da Vaca Vermelha (19:1-22) - Beit Hassofer


Assuntos Principais da Parashá Chucát


Pará Adumá – A mitsvá da Vaca Vermelha (19:1-22)

            O Altíssimo ordena a Moshé e a Aharon que cumpram a mitsvá da “Vaca Vermelha”. Para isto é preciso tomar uma vaca cujos pelos são totalmente vermelhos e que não tenha servido para cruza. Após o abate (casher) a vaca era queimada, e suas cinzas era misturadas a águas naturais para servir de matéria prima purificadora.
A Torá detalha a fórmula deste líquido purificador, o modo de empregá-lo e algumas leis relacionadas ao tema da pureza e impureza.




O falecimento de Miriam e as águas da discórdia (20:1-13)

            Os acontecimentos seguintes acontecem no quadragésimo ano da permanência dos filhos de Israel no deserto, próximo à sua entrada na Terra de Israel. A Torá relata o falecimento da profetiza Miriam, irmã de Moshé.
            A Torá prossegue o relato: “E a congregação não tinha água para beber e juntaram-se em torno de Moshé e Aharon”. Aqui aprendemos sobre a fonte de água que acompanhava os filhos de Israel pelo deserto pelo mérito da justeza de Miriam. Agora, com sua morte, a fonte de água desaparece e o povo passa sede. Moshé e Aharon se apressam a ir até o Ohel Moed (tenda da reunião), local onde Hashem se revela a eles.

            O Altíssimo ordena a Moshé que tome seu cajado, congregue o povo e ordena a uma rocha que extraia água. Moshé golpeia duas vezes na rocha com seu cajado e água começa a jorrar com abundância da rocha, saciando a sede de todo o povo, assim como de seus rebanhos. Moshé e Aharon são punidos severamente por não terem obedecido às ordens Divinas para falar à rocha e não para golpeá-la. Por isso foi decretado que não conduziriam o povo judeu até Eretz Israel.


Conversações infrutíferas com o rei de Edom (20:14-21)

            O povo de Isael aproxima-se da sua terra pelo lado sudeste estacionando em Kadesh, na fronteira com a terra dos edomitas. Moshé envia emissários ao rei de Edom, conta a saga do povo judeu desde a descida ao Egito até chegarem aos limites de suas terras, requisitando sua autorização para cruzarem o reino edomita rumo à Terra de Israel. Moshé promete que o povo andará pelo caminho central e se compromete a não causar dando algum a seus campos e vinhedos. O rei de Edom responde negativamente e ameaça com guerra. Moshé tenta uma vez mais e sugere para pelos alimentos e água que porventura sejam consumidos durante a travessia.  O rei edomita responde com mais uma negativa e envia uma forte força armada contra o povo de Israel. Moshé evita o confronto e os judeus deixam Kadesh, retomando seu caminho.  



“Morte com um beijo” no Monte Hor (20:22-29)

            Ao chegar o povo de Israel ao Monte Hor, no limite com Edom, o Todo-poderoso avisa haver sido chegada a hora de Aharon “ser recolhido ao seu povo”. Moshé, Aharon e seu herdeiro Elazar sobem ao monte aos olhos de toda a congregação. Ali Moshé despe Aharon de suas vestes sacerdotais e as veste em seu filho Elazar. Aharon falece e Moshé desce do monte junto a seu filho. O povo judeu compreende que seu amado Aharon despediu-se deste mundo e se enluta por trinta dias.


Guerra contra o Cananeu, rei de Arad (21:1-3).

            O rei de Arad, no Neguev, não vê com bons olhos a chegada dos filhos de Israel à sua região, abre um ataque militar e toma alguns israelitas como cativos. Moshé reza a D-us e se compromete a Lhe dedicar todo o espólio desta batalha, se a vencer. O Todo-poderoso ouve a prece de Moshé e os filhos de Israel saem vitoriosos da batalha contra os cananeus que habitam o Neguev.  


Reclamam, são castigados e curados (21:4-9).

            O povo sente-se extremamente fatigado pelo prolongamento do percurso, após terem sido obrigados a desviarem das terras de Edom e impacienta-se. Novamente, reclamam contra a D-us e a Moshé. O Altíssimo envia serpentes abrasadoras para puni-los. O povo entende que pecou e pede a Moshé que reze por eles. Como resposta à prece de Moshé, Hashem lhe pede que prepare uma cobra de cobre e a coloque sobre uma haste. Todo aquele que fitasse a cobra era imediatamente curado de sua picada. Mirar a cobra significava direcionar o coração para o D-us que está nos céus.     


Milagres de guerra e cântico de agradecimento (21:10-20)

            A Torá conta de forma sucinta e por insinuação sobre os Emoreus, a cujos limites chegaram os israelitas após algumas jornadas. Este povo tentou ferir os judeus perto de sua fronteira, mas D-us salvou a Sua nação com grandes milagres e eles cantaram um louvor de agradecimento ao Eterno.


Ferem Sichon o Emoreu e Og, rei de Bashan a fio de espada (21:21-22, 1).

            A jornada rumo ao norte, ao logo da fronteira leste de Israel, leva os judeus até a fronteira dos Emoreus. Moshé envia novamente uma delegação, desta vez ao rei Sichon, pedindo passagem por suas terras. Sichon, assim como o rei de Edom, nega o pedido e ataca Israel, que revida e conquista a terra dos Emoreus, ocupando-a na fronteira com Bashan, súditos do gigantesco Og. Este junta seus exércitos e deflagra guerra contra Israel. Hashem promete a Moshé que não há nada a temer com relação a Og e que ele também será derrotado. O exército israelita de fato ferem Og, seus filhos e a todo o seu povo, herdando também sua terra. O povo de Israel prossegue em sua jornada rumo ao norte, acampando nas planícies de Moav, do outro lado do Jordão, frente a Ierichó.     


Esta parashá contém 87 versículos

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R.Shmuel Lancry
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O que é o idioma ÍDISH?

Ídish (ייִדיש - do alemão jüdisch, "judeu", "judaico") é uma língua da família indo-europeia, pertencente ao subgrupo germânico, tendo sido adotada por judeus, particularmente na Europa Central e na Europa Oriental, no segundo milênio, que a escrevem utilizando os caracteres hebraicos.

Dois grupos principais utilizam atualmente o  Ídish: judeus ortodoxos no mundo inteiro, especialmente os ultra-ortodoxos (mesmo os residindo em Israel e Nova York), e judeus seculares, de idade avançada ou não, que valorizam suas raízes.
 Ídish se desenvolveu dentro da cultura asquenazita, a partir do século X na Europa central e oriental, e se espalhou para outras regiões do planeta com a emigração de seus praticantes. O nome " Ídish " passou a ser usado para designar o idioma somente a partir do século XVIII; antes disso, já era a principal língua falada pelos judeus da cultura asquenazita.
O idioma é fruto de uma compilação linguística diversificada:
1.    germânico (dominante do ponto de vista fonético) derivado das variedades urbanas medievais do alto-alemão médio falado nas fronteiras;
2.    Dialetos modernos, como o eslavo, do polonêsucranianobielorrusso e russo;
3.    semita, derivado do hebraico e do aramaico pós-clássicos, cujo alfabeto é usado para representação fonética e escrita.
De forma simplificada, pode-se dizer que o  Ídish é o idioma germânico escrito com caracteres do alfabeto hebraico moderno e em sentido oposto ao da escrita ocidental (ou seja, escrita e lida da direita para a esquerda). Na prática, os três componentes contribuíram em maior ou menor grau na fonologia, morfologia, sintaxe e semântica da língua.
Origens
A origem do iídiche remonta à época medieval germânica. Por vários séculos, houve uma migração de judeus para várias regiões da Europa. Os judeus miscigenados com a população da Europa Central e da Europa Oriental, de origem nórdica e eslava, formaram um grupo que passou a ser conhecido como asquenazitas. O termo "asquenaze" (ashkenazi) tem sua origem em um vocábulo germânico que designava o povo que vivia na região onde hoje fica a Alemanha, e foi apropriado pelos judeus que se estabeleceram nesta área. Durante muito tempo, este grupo foi a minoria da população judaica mundial, estando concentrada nas regiões centrais e orientais da Europa; porém, em um período mais recente, a população asquenazita cresceu e se espalhou pelo mundo, tornando assim o idioma iídiche mais difundido. Os judeus asquenazitas são etnicamente diferentes dos chamados judeus sefarditas, de ascendência árabe e originalmente emigrados para a Espanha, Europa Mediterrânea, África, e de outros países mediterrâneos ao redor do paralelo 33. Do ponto de vista religioso, os asquenazitas se estabeleceram simbolicamente como um grupo independente a partir do édito contra a poligamia, de Rabeynu Gershom (aprox. 960-1028); este édito os distanciou da autoridade rabínica oriental tradicional.

Resultado de imagem para yiddish
mapa do ìdish - Wikipedia.


             Para não perderem sua identidade cultural e religiosa, os asquenazitas adotaram uma forma mista de escrita, usando os caracteres do hebraico para anotar a descrição fonética do idioma da região em que se encontravam. Assim, mesmo com restrições (o hebraico é escrito sem vogais), os imigrantes judeus escreveram textos bíblicos em alemão, espanhol ou francês, usando a forma escrita que lhes era familiar.
             Com o tempo, a expansão da população asquenazita em direção ao leste levou a uma diferenciação de dois dialetos iídiches: ocidental (com maior influência germânica) e oriental (com influência de linguagens eslavas). Além da influência fonética, os caracteres escritos do iídiche oriental mostram a influência da escrita de outras tribos locais, como godos e dos visigodos.
Relação com idiomas semíticos
As comunidades judaicas instaladas na Europa adotavam três línguas: hebraicoaramaico e iídiche. Todas as três dispunham de representação escrita, mas somente o iídiche poderia ser considerado um idioma vernacular. Por essa razão, o iídiche foi empregado em princípio para obras laicas e correspondência privada. Para a correspondência comunitária, comentários bíblicos e toda uma série de documentos era utilizado o hebraico. Já o aramaico era utilizado para os textos mais importantes, incluindo os tratados oficiais (especialmente comentários sobre o Talmud) e a Cabala (misticismo judaico). 
Desenvolvimento histórico
Ao longo de sua história, os falantes de iídiche quase sempre foram bilíngues, usando o alfabeto aramaico para a escrita, mas com normas ortográficas próprias. Podem-se distinguir três períodos para a língua iídiche:
·         Ídish primitivo (até 1250) e evidenciado por pequenos textos;
·         Ídish antigo (cerca de 1250 a 1500). Desde o século XII ao século XVI os asquenazitas espalharam-se pelos territórios eslavos (atuais PolôniaUcrâniaBielorrússiaRússia Lituânia) e sua língua adotou elementos eslavos.
·         Ídish médio (1500-1700). Período no qual o centro de gravidade se desloca para o leste.
·         Ídish moderno (a partir de 1700).
Do século XVII em diante a língua diferia suficientemente da dos judeus habitantes das regiões falantes de línguas germânicas, o que justificou a divisão entre iídiche oriental e ocidental. Essa última variante começou a declinar no final do século XVIII e desapareceu quase completamente durante o século XIX. Ao contrário, no leste durante o século XIX, a língua ressurgiu, pois os artistas, socialistas e propagandistas religiosos, em lugar do hebraico, alemão ou eslavo, usavam a língua falada pelo povo judeu: o iídiche. Em 1908 em conferência realizada em Czernowitz (na atual Ucrânia), o iídiche foi aceito como “língua nacional do povo judeu”. O iídiche continuou florescendo na literatura, teatro e imprensa, sendo a língua da educação, com Varsóvia e Vilnius como seus centros intelectuais, desenvolvendo-se uma língua normativa a partir dos dialetos do iídiche polonês e lituano.
O período que antecedeu a Segunda Guerra Mundial foi caracterizado pela dispersão de seis milhões de judeus que habitavam os países vizinhos à Alemanha, o que permitiu aos sobreviventes a inclusão de mais alguns idiomas, o russo, da antiga União Soviética, o inglês da América do Norte e do aramaico jordaniano.
A exemplo dos mórmons na América do Norte, houve tentativa de criar-se uma região judia dentro da ex-URSS, uma espécie de Comunidade Autônoma situada no extremo oriental da Sibéria, mas o experimento não obteve êxito, embora a região - o Birobidjão (Birobidjan - ainda exista oficialmente como Oblast (Distrito) Autônomo Judaico, dentro da Federação Russa.
Dados
Atualmente calcula-se que cerca de 1 milhão a 3,2 milhões de judeus falam o iídiche, a metade dos quais residente nos Estados Unidos. É mantido especialmente em comunidades ortodoxas, onde é usado entre seus membros como a língua do grupo, o hebraico é reservado para a religião e a língua local para o contato com as pessoas de fora da comunidade. Em 1995 a União Europeia aprovou uma resolução pela qual se garantia apoio à língua e à cultura iídiche.
O iídiche continua sendo mantido como língua vernácula natural entre muitos grupos de judeus "ultra-ortodoxos", hasidi (chasidim) ou não, encarregados de conservar o asquenazi como uma civilização em toda sua totalidade. A forte resistência à assimilação e as altas porcentagens da natalidade têm levado os demógrafos a prever que, em cerca de cem anos, haverá um milhão de chasidim falando iídiche. Atualmente, contam com comunidades numerosas em AntuérpiaLondres e vínculos muito estreitos com os centros mais importantes nos Estados Unidos e em Israel. Já se pensou em trocar os caracteres hebraicos por fontes de outros idiomas como o inglês, que seriam “mais fáceis de memorizar”, e modificar também o sentido da escrita, que passaria a ser da esquerda para a direita (para uso dos destros), no entanto, para alguns instrutores essa mudança incluiria o aspecto saudosista da questão e que procuram transferir do passado, muito importante para endossar a credibilidade nas escrituras.
Dialetos
No seu momento de máxima expansão geográfica (século XVI), o iídiche englobava dos Países Baixos e Itália a oeste até a Rússia a leste. O iídiche ocidental, variante mais antiga, compreendia por sua vez o iídiche norte-ocidental (Países Baixos, norte da Alemanha e Dinamarca) e o iídiche sul-ocidental (AlsáciaSuíça e sul da Alemanha). O iídiche oriental, por sua vez, contava com três dialetos principais: o norte-oriental (LituâniaBielorrússiaLetônia) conhecido popularmente como lituano; o centro-oriental (Polônia e Hungria), denominado popularmente polonês e o sul-oriental (Ucrânia e Romênia), conhecido geralmente como ucraniano ou volínio.
Os dialetos atuais são os seguintes:
·         central, também denominado polonês ou polaco;
·         setentrional ou lituano, mesmo que se estenda por grandes áreas do território bielorrusso;
·         meridional ou ucraniano.
Ao critério fonológico adotado no Ídish ao longo dos tempos e dos lugares, abriu-se um leque de variantes para a pronúncia de uma única frase “comprar carne”: em iídiche ocidental kafn flash, no central kojfn flash, no sul-oriental kojfn flejs e no norte-oriental kefjn flejs. Outras diferenças fonológicas e léxicas demonstram também que o dialeto central é diferenciado e distingue-se por um jogo completo de contrastes na duração da vogal, enquanto o segmento sul-oriental sofre os efeitos de trocas vocálicas originando palavras como hont mão, huz casa e rign chuva, e no dialeto norte-oriental houve a perda do gênero neutro, demonstrando em todos esses casos que o idioma, por ser uma criação espontânea do meio, não pode ser criado nem recriado.
Ídish normativo está inspirado na pronúncia pelos dialetos setentrionais ainda que a gramática tenha influência meridional. O alemão contribuiu também com a normatização do Ídish, especialmente por aqueles que acreditavam ser o iídiche uma corruptela do alemão.
Escrita

O iídiche utiliza como escrita uma adaptação do alfabeto hebraico e escreve-se da direita para a esquerda. Como sua fonologia é estranha ao árabe ou ao hebraico, o iídiche usa o recurso dos dígrafos e outras letras modificadas conforme sua patognomônia, além dos caracteres tradicionais do hebraico. O modo de inscrever as vogais nesse alfabeto variou muito de acordo com o tempo e o lugar, sendo estas atualmente representadas através de caracteres especiais desenvolvidos para uso exclusivo do moderno hebraico.
Gramática
Atualmente, com a criação de Israel, uma das grandes influências do iídiche tem sido o vocabulário hebraico (ou mais exatamente hebraico-aramaico) e não só no que concerne ao uso religioso como também em palavras de uso cotidiano que não têm conexão particular com o modo de vida judeu. As palavras hebraico-aramaicas foram transportadas ao iídiche em sua pronúncia asquenazita, ainda que em Israel a pronúncia seja a dos judeus sefarditas. Quando as palavras hebraico-aramaicas passaram ao iídiche falado em Israel, usou-se a pronúncia do plural segundo as normas hebraicas, não mais segundo as normas alemãs.
A outra grande influência na mutação do Ídish (essa mais antiga), foram as línguas eslavas, devido às migrações judaicas para o leste da Europa, junto com a expansão germânica da Idade Média e aproveitando a boa acolhida do príncipe Principe Boleslaw o Piedoso de Kaliz que concedia ao povo judeu tolerância religiosa e facilidades comerciais com leis diferenciadas aos cristãos da Polônia. Nessas regiões onde habitavam falantes eslavos, o iídiche foi submetido a forte influência léxica, morfológica, fonológica e sintática das línguas eslavas. Muitas palavras de uso cotidiano são eslavas de origem (káchke pato, do polonês kachkatáte pai, do tcheco tata).
As desinências dos casos foram preservadas só no singular e aparecem em modificações dos substantivos mas raramente nos substantivos em si. Os casos dativo e acusativo fundiram-se no masculino, enquanto o nominativo e o acusativo fundem-se no feminino e no neutro. O sistema para formar substantivos plurais, de origem alemã, é enriquecido por elementos de origem hebraica. Com o passar do tempo, nota-se que, gradativamente, tanto no gênero quanto na forma plural, muitos substantivos vão-se diferenciando de seus similares alemães. O Ídish possui um sistema bem desenvolvido de diminutivos de origem alemã mas de base gramatical eslava onde, por tratar-se ainda de uma prótese cultural aplicada num alfabeto sem muitos recursos, os verbos são conjugados apenas no presente do indicativo, expressando-se nos demais tempos e modos mediante palavras auxiliares



 
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