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Sociologist by the University of Haifa, specialized in approaches for the gates of knowledge improving communication between Jews and non-Jews. This is an open way to communicate with Jews from Israel, USA, Canada, Europe or those who live in Latin American countries but do not speak Portuguese (in Brazil) or Spanish (all other countries besides Guianas)

Um "Obrigado" Impactante - 22 de Abril, 2019 - 17 de Nissan, 5779

Um "Obrigado" Impactante 
Os Mefarshim (comentaristas) nos contam que uma das explicações da palavra Hagadá é agrade"cer e louvar, como o Talmud Yerushalmi explica no seguinte passuk da Torá: "הגדתי היום לה 'אלוקיך - Agradeci hoje a Hashem
É por isso que o trecho da Hagadá é baseado nas palavras da Parashá de Bikurim, que é sobre louvar Hashem. Na noite do Seder e durante os dias de Pessach, devemos agradecer e louvar Hashem por tudo o que Ele fez por nossos antepassados no Egito, e que consequentemente nos afetou. Como diz a Hagadá, a Mitzvá se aplica mesmo que todos saibam todos os detalhes da história, porque não se trata apenas do conhecimento e sim, sobre mostrar gratidão.

O Abudraham escreve que devemos relatar a história com alegria e gratidão. Parte da Mitsvá se traduz na felicidade que sentimos quando contamos a história, porque a felicidade é um sinal de verdadeira gratidão. Para sentir verdadeira Hakarat Hatov (agradecimento)a pessoa tem que entender o que realmente foi feito para ela. Nós lemos um trecho inteiro na Hagadá chamado Dayenu, que abre nossos olhos para cada detalhe das gentilezas de Hashem. Quanto mais detalhes descobrirmos na história, maior será nossa apreciação, e maior será o louvor a Hashem.
Nós também poderíamos conversar nestes dias de Pessach sobre as gentilezas que Hashem faz por nós em nossas vidas diárias. E lá também, quanto mais detalhes pudermos descobrir e a série de efeitos das gentilezas de Hashem, maior será o nosso louvor.
Li uma história num jornal judaico americano sobre o Rabino Yisrael Lefkowitz, que conseguiu fugir da Tchecoslováquia em 1938, na época da segunda guerra, e imigrou para os Estados Unidos. A cada ano, durante o Seder de Pessach, ele contava à sua família que se não fosse por Joe Vogel, “nenhum de nós estaria aqui hoje”. E essa prática durou setenta anos. O que Joe Vogel fez por eles? Parentes próximos da família Lefkowitz, que já moravam em Cleveland (Ohio, Estados Unidos) antes de estourar a guerra, ouviram falar dos horrores de Hitler e entenderam que seus parentes não tinham nenhum futuro na Tchecoslováquia. "Eles devem se juntar a nós na América", pensavam. "Mas como podemos obter permissão para que entrem nos Estados Unidos?". Era sabido que para entrar na América, todo imigrante precisava de uma declaração juramentada, o que significava que eles tinham que conseguir que um cidadão americano mostrasse dinheiro o suficiente no banco ou um salário alto o suficiente para assumir o apoio ao imigrante, caso ele não pudesse arcar com as suas despesas sozinho.
Os parentes de Lefkowitz eram pobres. Eles não tinham os recursos necessários para obter a declaração, mas então se lembraram que tinham um parente distante chamado Joe Vogel, que na época era o presidente da Loews Theatres (uma rede de cinemas), e ganhava um salário alto. Os parentes entraram em contato e lhe informaram sobre os parentes distantes que estavam em perigo em Carlsbad e que precisavam de uma declaração para imigrar. Joe assinou alegremente os papéis e, assim, salvou toda a família.
Em 2006, quando o Rabino Yisrael Lefkowitz estava com a idade mais avançada, decidiu ligar para seu filho e declarou: "Sabe, nunca agradecemos ao Joe pessoalmente. Embora eu o mencione todos os anos no Seder, sinto que preciso fazer mais". Depois de algumas pesquisas, a família descobriu que Joe faleceu na década de 1960 e foi enterrado em um cemitério judeu em Westchester. O Reb Yisrael pediu a todos os seus filhos e netos, uma família muito grande, que fossem à sepultura em determinado dia e rezassem juntos no túmulo de Joe.
Quando se postaram na frente daquele Kever, um emotivo Reb Yisrael começou a falar, como se fosse diretamente com Joe, com as seguintes palavras: "Joe, você sabe que todos nós não estaríamos aqui se não fosse por você. Quanto você realizou? Talvez você tenha pensado que não fez nada! Tudo o que você fez foi assinar um pedaço de papel, mas olhe para tudo isso. Veja o que você fez. Talvez, quando subiu ao céu, você possa ter pensado: "Que méritos estou levando comigo?". Você, sem dúvida, esqueceu-se de que assinou esse documento, mas veja os méritos que você alcançou. Todas essas pessoas, alguns Talmideh Chachamim (sábios de Torah), Bnei Torá, Shomreh Torá u'Mitzvot (observantes da Torah e das Mitzvot)Ba'aleh Chesed (altruístas)Machzikeh Torá (filantropos e apoiadores de instituições Judaicas), todos nós estamos aqui e somos capazes de realizar o que realizamos por sua causa. Só porque você decidiu que algum parente distante na Tchecoslováquia era digno de receber a sua assinatura”. 
Esse foi um exemplo de sentir uma verdadeira Hakarat Hatov (reconhecer o bem). Entender o que foi feito, reconhecer o seu valor e, em seguida, apreciá-lo inteiramente. Quanto mais reconhecermos o que Hashem faz por nós, maior será nosso louvor a Ele.
 
                                                                                  -- Rav David Ashear 
 
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