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sexta-feira, 29 de julho de 2016

Parashá da Semana PINCHÁS - o primeiro "prêmio nobel" da Paz

VINHO x BATIDA DE CAJU
Uma vez cheguei ao Brasil vindo do Canadá logo no dia do Jejum de 17 de Tamuz, que começa o luto pela destruição de Jerusalém e foi o dia de quebra das Tabuas da Lei por Moshé rabeinu, e que vai até o dia 9 de Av, dia mais calamitoso do calendário judaico. 
Como eu estava de jejum, não pude bebericar a batida de caju que estava sendo servida aos chegantes no Brasil no aeroporto, por uma baianinha á rigor. 
 Ah... nada como uma batidinha de maracujá, de limão, de caju e outros més tropicais. Tudo isto pode ser casher, desde que feito somente com frutas e pinga. Mas não pode ter vinho a menos que seja Casher, com supervisão rabínica. Porque só o vinho tem tamanha restrição?
Um dos motivos para esta regra básica da dieta Casher está nesta parashá:
Pinchás recebeu o premio da Paz de Hashem por ter impedido que uma epidemia extremamente peçonhenta se alastrasse pelo povo judeu no deserto do Sinai. Já iam morrendo lá umas vinte e quatro mil pessoas, quando Pinchás não se aguentou mais dentro das calças e resolveu espetar, juntos, um príncipe israelita que estava sem calças e sua namoradinha midianita, que o havia bebericado com vinho para colocar abaixo seu senso de recato público.
Hashem criou o homem e a mulher para que se completem.
Criou e santificou o casamento para que eles possam se amar.
Abençoou o sustento do homem casado para que viva em paz com sua mulher.
Tudo para que o homem seja feliz. Tudo mesmo.
Mas Hashem não"engole" baixaria.
Bilam, Balak, Edom e alguns povos menos votados não conseguem destruir Israel.
Então apelam para a miscigenação, para a mistureba carnal adoidada e sem fronteiras.
As mocinhas de Midian teriam convidado rapazes israelitas para um drink, seduzindo-os e fazendo-os servir o ídolo Peor, que era idolatrado de uma maneira tão fedida que temos até vergonha de contar aqui. Acabaram levando a Peor.
Por isso nossos rabinos permitem tomar somente o vinho casher, qualquer que seja a sua marca ou pedigree. O vinho pode ser baratinho, daqueles com rosca, ou um excelente tinto israelense, um soberbo francês, ou chileno, italiano e até argentino, mas tem de ser casher.
Porque o vinho é utilizado para sacramentar uma pá de coisas no judaísmo, a começar pelo casamento. Hashem quer que a gente comece a vida conjugal com o pé direito, por isso nos faz beber vinho logo de cara, debaixo da Chupá.
Quando o vinho vem de Hashem, tudo vai bem.
Quando não vem, não vem que não tem.
Lechaim.

(este Tropicasher foi feito no Rio de Janeiro em 2002)

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