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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

O Que Perdemos Sem o Templo Sagrado de Jerusalém


       
       
      
      No dia de Tisha B'Av (comemorado no próximo domingo, 14 de agosto) refletimos e lamentamos a destruição do Templo Sagrado de Jerusalém. No entanto, uma vez que ele foi destruído há quase 2000 anos, é difícil para nós entendermos exatamente o que perdemos.
     Após a destruição do Templo e o subsequente exílio do povo de Israel para a Babilônia, o Todo-Poderoso apareceu para o profeta Ezequiel (Yechezkel 43:10-27) e disse-lhe para transmitir a imagem do Templo ao Povo de Israel.
     O Templo de Jerusalém é um microcosmo do universo. A parte central e mais importante do Templo era o santuário interno, o Santo dos Santos. Sendo o Templo um modelo do universo, o Santo dos Santos corresponde à mais preciosa de todas as criações: a alma do ser humano.
     Durante o período de nossa existência na esfera material, a luz de nossa alma é ofuscada pelo materialismo. 
     A qualidade especial desta profecia foi que ela revelou que sempre que alguém entrava no Templo Sagrado de Jerusalém, esta pessoa descobria a magnífica santidade e pureza de sua própria alma! A estatura sagrada de sua alma iluminava-se com a sua luz verdadeira, como um sol glorioso.
       Esta autoconsciência é o que perdemos – a essência de quem somos! 
     Perder o Templo foi perder o nosso verdadeiro sentido do eu. E a sua reconstrução é a base da nossa própria vida, identidade, alegria, sabedoria e força!
       Que possamos refletir sobre essa maravilhosa qualidade do Templo Sagrado de Jerusalém – para conhecer e enriquecer a nós mesmos - e ansiar por seu imediato retorno com paz e alegria.


Baseado no livro Mishnat Rabi Aharon, do Rabino Aharon Kotler (Rússia e EUA, 1895-1963)
 Parar receber o e-Mussar: emussar@terra.com.br
         

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