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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Qual a Essência de Rosh HaShaná e Como o Observamos?


           Rosh HaShaná é o Ano Novo Judaico. Diferente do Ano-Novo secular, que é celebrado em muitas partes do mundo civilizado com festanças, bailes, bebendo em excesso, assistindo os fogos de artifício na praia ou uma bola descendo no Times Square, em Nova York, o Ano Novo Judaico é celebrado refletindo-se sobre o passado, corrigindo nossos erros, planejando para o futuro, orando por saúde, por um ano doce e celebrando, em família, com refeições festivas.
           O Rabino Nachum Braverman, do Aish HaTorá de Los Angeles, escreveu: Em Rosh HaShaná fazemos um balanço de nosso ano e oramos repetidamente pedindo vida. Como justificaremos mais um ano de vida? O que fizemos com este ano? Foi um período de crescimento, introspecção e interesse pelos demais? Fizemos bom uso de nosso tempo ou o esbanjamos, o jogamos fora? Foi realmente um ano de vida ou meramente um passar de tempo? Agora é a hora de nos avaliarmos e reordenarmos nossas vidas. Este processo é chamado Teshuvá, voltar para casa – reconhecendo nossos erros entre nós e Dus, bem como entre nós e nossos semelhantes. E corrigi-los”.
           Em Rosh HaShaná rezamos pedindo para sermos inscritos no Livro da Vida, pedimos por saúde, por sustento. É o Dia do Julgamento. Mesmo assim, nós o celebramos com refeições festivas, na companhia de familiares e amigos. Como podemos celebrar quando as nossas vidas estão suspensas numa balança? Definitivamente, confiamos na bondade e na misericórdia do Todo-Poderoso. Sabemos que Ele conhece nossos corações e nossas intenções, e com amor e sabedoria decidirá o que é melhor para nós, assim confirmando o Seu decreto para cada um de nós, para este ano que se inicia.


           Nas refeições das duas noites de Rosh HaShaná (domingo e segunda-feira à noite, 2 e 3 de outubro) há o costume de mergulharmos a Halá, um pão especialmente trançado, bem como uma maçã em mel, simbolizando nossas esperanças de um ano doce. Existe um costume de comermos várias Comidas Simbólicas – em sua maioria frutas e vegetais – cada uma delas precedida por um pedido. Por exemplo, antes de comer uma romã, pedimos: Possa ser Sua vontade... que nossos méritos sejam tantos como as sementes de uma romã. Muitos pedidos estão baseados em jogos de palavras (em hebraico) entre o nome do alimento e o pedido em si. Como estes jogos de palavras se perdem quando a pessoa não entende hebraico, existem aqueles que fazem seus próprios pedidos.
           Outro costume é o Tashlich, um arremesso simbólico de nossas transgressões. Este ano é feito na segunda-feira à tarde, depois da oração de Minchá (a oração da tarde). Entretanto, lembrem-se: estes atos simbólicos servem apenas para ajudar a sintonizarmos com o que precisamos fazer da vida, para despertar nossas emoções e paixões. Não são um fim em si e com certeza não são o ponto principal de Rosh HaShaná.

            Assista também nosso impressionante e empolgante mini-filme (em inglês) sobre o poder das orações em Rosh HaShaná: http://www.aish.com/h/hh/video/Prayer-Power.html?s=mvnw.

Fonte: Meor Hashabat.

Este Dvar Torá é dedicado à memória do meu pai, R' Yechiel Mendel ben David, Z"L.

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