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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Lech lechá: Existem nomes bons e nomes ruins?

A parashá Lech Lechá, escrita há mais de 3300 anos, assinala o início do Sionismo.

D-us dá uma shelichút (missão) para Abrahão: povoar Israel.
Isso é Sionismo na sua forma mais simples.

Contudo, povoar apenas com a sua mulher e as pessoas que trouxe consigo não seria suficiente.

Abrahão e Sarah teriam que ter descendentes para perpetuar esta movimentação.

Ambos estão casados há muito, já chegaram a idade avançada... e nada de filhos.

D-us resolve atuar de duas formas: a primeira já havia sido feita - mudança de local.
Diz o Talmud: meshanê makom meshanê mazal - mude de local e mude a sua sorte.

A segunda vem agora: Shinui Shem (mudança de nome).
Avram passa a se chamar Avraham.
Sarai passa a se chamad Sarah.

O que mudou?

O nome Sarai termina com a letra Yud, que vale 10 - simbolo do que é completo.
Sarai está completa, não precisa de complemento.

Já o nome Avram (Abrão), carece da letra Hei, que vale 5 - a metade do que é completo.
Avram está totalmente incompleto.

O que faz Hashem?

Quebra o Yud de Sarai no meio e fica metade para ela, Sarah e metade para Abrahão.
Agora os dois nomes tem metade de Yud, e cada qual com o potencial para gerar uma nova vida.

Se repararmos bem, o Nome Inefável de D-us atesta isso: Yud-Hei-Vav-Hei.

  • Yud é o completo, que de nada precisa, o espiritual total.
  • Hei é metade do completo
  • Vav é o conectivo "e"
  • Hei é a outra metade.


Yud (Deus) partiu sua primeira letra e possibilitou uma metade (Hei), mais (Vav) outra metade (Hei)

Resultado: uma nova vida em Israel para perpetuar o povo judeu - Isaac!

Lech lechá - o início do Sionismo


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