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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Nós pagamos pela Terra de Israel.!

Quando Efron, o Hitita, concordou em vender a Avraham a caverna Machpelá, em Hebron, ISRAEL, para ser o local de enterro para Sara, depois de alguma ‘negociação’ com Avraham, a Torá relata:

E Avraham ouviu ... e pagou mais que seu valor ... 400 moedas de Shekel (Bereshit - Gênesis 23:16)”.

No início das negociações, Efron falou como se fosse um homem generoso, dando muito respeito a Avraham e ostensivamente oferecendo-lhe o terreno gratuitamente.

Mas, de passagem, ele mencionou: “As 400 moedas de Shekel que se pagaria normalmente por um terreno destes não são nada entre amigos. Sua amizade é mais preciosa que o dinheiro. Pegue-o sem pagar nada”.

Avraham entendeu a dica. Ele era muito perceptivo e percebeu que Efron não queria realmente dar o terreno de graça.

A um passante mais ingênuo poderia parecer que Efron mencionara a soma de dinheiro
como um aparte, uma simples observação sem maior significado.

Entretanto, Avraham ‘ouviu’ e com sua intuição bem desenvolvida entendeu a real intenção de Efron. Ele respondeu aos desejos mais internos de Efron e não às suas palavras superficiais.

Esta habilidade de diferenciar entre o que alguém diz e o que realmente quer dizer é um atributo que todos devemos tentar desenvolver. Isto é algo muito necessário e ainda mais para o crescimento espiritual da pessoa.



Por exemplo: um indivíduo solta uma observação de menosprezo sobre algo que acabou de fazer. Na verdade, ele gostaria de receber uma palavra de elogio sobre sua realização.

Ele pode estar indeciso sobre a qualidade do que fez e deseja uma palavra de apoio. Este encorajamento poderia ser benéfico e motivá-lo para futuros sucessos. Se realmente o ‘ouvirmos’, falaremos palavras boas e agradáveis.

Outro exemplo: Você pode perguntar a alguém se precisa de ajuda. Ele responde: “Não, obrigado. Eu consigo me virar sozinho. Não é difícil”. Tomando estas palavras por seu ‘valor de face’, podemos ir embora, tranquilos, pois realmente perguntamos se a pessoa precisava de ajuda ou não.

Entretanto, se formos perceptivos, perceberemos que ele sim deseja nossa ajuda. Talvez esteja envergonhado ou tímido em solicitar uma ‘mãozinha’. Aprendamos a ser perceptivos para captar quando nossa ajuda é necessária e realmente bem-vinda.

Ao adquirir esta sensibilidade e bom discernimento, conseguiremos chegar a níveis cada vez mais altos na mitsvá de “Amar ao Próximo como a Si Mesmo”!

baseado no livro Growth Through Torah, do Rabino Zelig Pliskin

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