baseado
no livro Growth Through Torah, do Rabino Zelig Pliskin
Quando os três
anjos passaram pela tenda de Avraham, ele
implorou-lhes que aceitassem sua hospitalidade, “já que os senhores passaram por seu servo (Bereshit 18:5)”. Como
é possível que Avraham tenha considerado a passagem de 3 pessoas em frente à
sua tenda como uma razão obrigatória para que aceitassem sua hospitalidade?
Rashi, o grande comentarista da Torá (França, 1040-1104), nos conta que a maneira como
Avraham comunicou-se com seus convidados demonstrou que ele considerava uma
grande honra que estivessem passando por ali. Tudo o que fizeram, Avraham
agradeceu como se o tivessem feito especialmente para ele. Ele agradeceu por passarem
por sua tenda e por aceitarem sua hospitalidade como um ato de bondade
específico para com ele.
O Rabino Yeruhem Levovitz (Polônia, 1874-1936) cita um princípio ensinado no
Talmud (Kidushin 7a) que quando
alguém dá alguma coisa (por exemplo, um presente) a uma pessoa importante, o
fato de esta aceitar o presente é considerado como se aquele que deu é que estivesse
recebendo algo dela. Ou seja: é uma grande honra e um mérito poder presentear
alguém importante, a um ponto tal que o doador sente que, na realidade, é ele
quem está recebendo.
Quem então pode ser considerado uma pessoa
importante? Para uma pessoa arrogante, ninguém. Para uma pessoa humilde, como
Avraham, todos são considerados importantes. Ele respeitava e honrava todos os
seres humanos. Portanto, considerava servir aos demais como um favor pessoal
para si.
Nossa lição: Encaremos toda situação que nos aparecer como uma
oportunidade para o nosso crescimento pessoal, o desenvolvimento de nosso
caráter e para tornar este um mundo melhor a cada vez que pudermos ajudar
alguém. Encaremos os demais (mesmo aquelas pessoas mais ‘chatinhas’) como se
estivessem nos fazendo um favor ao permitir que as ajudemos!
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