Principal aluno de Rabi Akiva, foi perseguido pelos romanos e refugiou-se numa caverna por doze anos junto a seu filho, Rabi Eleazar.
Ao saírem, Rabi Shimon viu fazendeiros judeus arando a terra e disse:
"Como podem estar se ocupando das coisas mundanas com tanta Torá por estudar?"
Após pronunciarem estas palavras, as plantações desapareceram em fumaça.
Imediatamente uma Voz Celestial saiu e disse: "Por acaso vocês vieram destruir o Meu mundo? Voltem já para a caverna e fiquem lá por mais doze meses".
Ao cabo destes doze meses ambos saíram da caverna, e viram um judeu segurando dois mirtilos. Era sexta feira à tarde. Perguntaram-lhe: "Para que os mirtilos?" Disse-lhes: "Para honrar o Shabat!". Rabi Shimon então retrucou: "Para que dois mirtilos, não basta um para perfumar a casa?". O homem então respondeu: "Um para lembrar do Shabat e outro para cuidar do Shabat".
Satisfeito, Rabi Shimon redarguiu: "Quão preciosos são os preceitos dos nossos irmãos!"
O que aprendemos com esta história do Talmud? Que não devemos estar sempre vigiando as pessoas e seus afazeres, nos ocupado de julgá-los e de admoestar as pessoas por isso. Se enxergarmos somente o bem em cada ser humano, veremos quanta coisa boa e quantos predicados eles têm!

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