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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Mishpatim (Leis da Torá) - Meor Hashabat

Porção Semanal da Torá:   Mishpatim   Shemót  (Êxodos)  21:01 - 24:18

            Esta porção semanal contém 23 mandamentos positivos (Faça !) e 30 negativos (Não Faça !). Estão incluídas aí as leis referentes a escravos e escravas, assassinato, ferir o pai ou a mãe, sequestro, amaldiçoar os pais, prejuízos pessoais, ferimentos pessoais, tipos de prejuízos e suas indenizações, sedução, idolatria, mal trato de crianças, órfãos e viúvas.
            A porção continua com as leis sobre empréstimo de dinheiro, não amaldiçoar juízes ou líderes, dízimo, primogênitos, devolução de animais perdidos, ajudar a descarregar um animal, o ano Sabático, o Shabat e as Três Grandes Festas (Pessach, Shavuót e Sucót).
            Mishpatim conclui com a promessa do Criador de nos guiar na Terra de Israel, proteger a nossa jornada, garantir o fim de nossos inimigos e a nossa segurança na Terra de Israel ao cumprirmos a Torá e suas mitsvót. Moshe conclui seus preparativos e os do Povo, e sobe ao Monte Sinai para receber os Dez Mandamentos.



Dvar Torá:   baseado no livro Growth Through Torah, do Rabino Zelig Pliskin

            A Torá discorre sobre a responsabilidade de alguém que feriu outra pessoa: “E ela deve ser curada (Shemót 21:19)” – significando que o ofensor deve pagar as despesas médicas da pessoa prejudicada. O Talmud (Berahót 60a) ensina que deste versículo aprendemos o princípio de que o médico pode curar. Por que a Torá precisou nos contar que é permitido ao médico curar?
O Rabino Yaacov Ytschak Horowitz, conhecido como Hoze (O Vidente) de Lublin (Polônia, 1745-1815), esclareceu que um médico tem permissão apenas para curar. Ele não tem o direito de desesperar o paciente sobre a sua possibilidade de cura. Mesmo que o médico entenda, por sua experiência e por tudo o que já foi estudado sobre situações similares a esta, que doentes assim geralmente não se recuperam, o Todo-Poderoso é Quem tem a palavra final sobre a realidade da recuperação de qualquer pessoa. Nunca desista! Há muita gente que viveu muitos anos após os médicos terem dito o oposto.
Visto isto ser evidente em relação a problemas médicos, também é verdadeiro em relação ao nosso comportamento e emoções. Ninguém pode ter certeza que uma pessoa mudará para melhor ou não mudará para melhor. Não devemos esperar por milagres, mas todo o tempo que alguém está vivo sempre existe esperanças de melhoria e aperfeiçoamento.
Só depende de a pessoa estar motivada a fazer um esforço para mudar.


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