Menu

terça-feira, 7 de março de 2017

Detalhes sobre Purim - Meór HaShabat Semanal

Hora de festa! Purim é nesta semana: desde o anoitecer deste sábado, 11 de março, e todo o dia de domingo! Purim é a festividade que nos faz lembrar que D'us dirige o mundo por trás dos bastidores. Em nenhum lugar da Meguilá Ester o nome de D'us é mencionado, apesar de haver uma tradição de que, a cada vez que as palavras o rei são mencionadas, referem-se também ao Todo-Poderoso.
A Meguilá Ester é um livro repleto de suspense e intrigas, onde está relatada a historia de Purim, e com um final bastante feliz: o Povo Judeu é salvo da destruição!
O jejum de Ester este ano é na próxima quinta-feira, dia 9, comemorando os três dias que a rainha Ester e o Povo Judeu jejuaram antes que ela se aproximasse do rei Ahashverosh com seu pedido pela salvação do Povo Judeu.



            Um excelente livro elucidando Purim é ‘The One Hour Purim Primer, de autoria do Rabino Shimon Apisdorf, de Los Angeles. Uma das mensagens que mais me chamaram a atenção foi a seguinte: “Se você e seus familiares costumam ir apenas duas vezes por ano à sinagoga, escolha então Purim e Simhá Torá (quando todos dançam e celebram o encerramento e o início da leitura da Torá). Nossas crianças devem ver e sentir a alegria de sermos Judeus, e nada melhor que estas duas datas festivas!” Outro excelente livro é Inside Purim - Fascinating and Intriguing Insights on Purim and the Megillah.

Purim vem da palavra persa ‘pur’, que quer dizer ‘sorteio’, como consta na Meguilá: Hamán fez sorteios para escolher o melhor dia para exterminar os Judeus. Este dia caiu em 13 de Adar. Os sinistros eventos daquele dia acabaram se invertendo, tornando-se um dos mais alegres dias do calendário Judaico. Nós celebramos Purim no dia 14 de Adar, pois eles (os Judeus) descansaram no décimo quarto dia, tornando-o um dia de festa e alegrias (Meguilá Ester, capítulo 9:17).
            Em alguns poucos lugares, como Jerusalém, Hevrón, a cidade velha de Tsefat e Tibérias, Purim é celebrado no dia seguinte, 15 de Adar. Nossos Sábios declararam que todas as cidades de Israel que tinham muralhas à época de Yehoshua bin Nun (Josué), devem celebrá-lo no dia seguinte. O motivo foi comemorar o dia a mais que o rei persa Ahashverosh garantiu a Ester, para permitir aos Judeus de Shushán (a capital da Pérsia, que, por coincidência, era uma cidade com muralha) acabar com seus inimigos. A festividade que ocorre nestes locais chama-se Shushán Purim.
            Há duas formas com que se tenta destruir o Povo Judeu: física ou espiritualmente. Nossos inimigos usaram as duas. Hánuca é a celebração da vitória sobre aqueles que tentaram e falharam em nos assimilar culturalmente (os Gregos e suas culturas derivadas). Purim é a celebração da vitória sobre aqueles que tentaram e falharam em nos destruir fisicamente (dos amalequitas até os persas, sem parar).
            Por que usamos fantasias e máscaras em Purim? Em lugar algum da Meguilá Ester o nome de Dus é mencionado. Se alguém assim o desejar, poderá enxergar a história de Purim como uma sequencia de coincidências, totalmente desprovida de Influência Divina. Da mesma forma que nos escondemos atrás de máscaras e fantasias, mas nossa essência está lá, assim Dus tinha escondido Sua face, atrás das forças da história, mas lá estava Ele dirigindo os acontecimentos.
            Por que fazemos barulho toda vez que o nome de Hamán é mencionado durante a leitura da Meguilá? Hamán pertencia ao povo de Amalêk, um povo que personifica o mal e que a Torá não os deseja. Ao desfigurarmos o nome de Hamán durante a leitura, estamos, simbolicamente, aniquilando Amalêk e todo o mal que ele representa.
A festividade é celebrada ouvindo-se a leitura da Meguilá sábado à noite e domingo de manhã, que traz o relato de todos os fatos ocorridos em Purim. Durante o dia (domingo) cumprimos outras três mitsvót: 1) Matanót LEvioním  --  dar dinheiro ou presentes a pelo menos duas pessoas pobres; 2) dar pelo menos dois alimentos prontos a no mínimo uma pessoa (chamado  Mishlôah Manót, o envio de porções, que também pode ser feita através de um intermediário) e 3) comer uma Seudá, uma refeição festiva, onde devemos beber vinho.
            De certa maneira, Purim é maior que Yom Kipur. Em Yom Kipur nós jejuamos e é fácil para nossa alma ter domínio sobre o corpo. Purim, por outro lado, é o melhor exemplo da integração do físico e do espiritual e da conscientização do amor que Dus tem por nós. A única coisa que se interpõe entre o Todo-Poderoso e você – é você. O vinho e o espírito do dia nos ajudam a ultrapassar esta barreira.

            As mitsvót de Mishlôah Manót e de dar presentes aos pobres foram ordenadas para gerar um amor fraterno entre as pessoas. Quando há unidade e amor entre nós, mesmo os transgressores se tornam pessoas corretas e nossos inimigos não conseguem nos causar nenhum dano!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seus comentários são muito bem vindos.