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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Muita calma nesta hora.

Dvar Torá: baseado no livro Twerski on Chumash do Rabino Abraão J. Twerski, M.D.

A Torá declara: "Vocês não devem trazer uma abominação (ídolos) para suas casas" (Devarim 7:26).
O Talmud (Shabat 105b) diz que se alguém fica com raiva, isto é equivalente a cultuar ídolos. O mandamento acima, portanto, se aplica também à raiva. A raiva é uma abominação. Não a traga para sua casa!
O Talmud (Meguila 28) nos relata que quando os alunos de Rav Zeira lhe perguntaram ao que ele atribuía a sua longevidade, ele disse: "Eu nunca me manifestei com raiva em minha casa". Algumas vezes pode ser necessário reprender alguém -- até mesmo criticar severamente -- por ter feito algo errado e isto pode ter a aparência de raiva. No entanto, deve ser no máximo uma manifestação exterior e não uma verdadeira resposta enfurecida.
O Talmud nos diz que a raiva priva a pessoa sábia de sabedoria e um profeta de profetizar. "Todas as forças do inferno dominam alguém com raiva" (Nedarim 2a). O que poderia ser mais ruinoso? A raiva é tão perniciosa que em 3 ocasiões ela distorceu a capacidade de julgamento de Moisés, e de acordo com o Maimônides, este foi o equívoco que resultou que lhe foi recusada a autorização para entrar na Terra Prometida.

"As palavras suaves  dos sábios são ouvidas (Eclesiastes 9:17)". Há aqueles que acham que gritando se consegue obediência. Muito pelo contrário! Mesmo se conseguir uma obediência momentânea, existe uma boa probabilidade de, na primeira oportunidade, o ouvinte revidar contra a pessoa enraivecida.


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