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terça-feira, 28 de novembro de 2017

Temporariedade x Perenidade

A história do povo judeu sempre foi marcada por momentos de temporariedade, como a escravidão no Egito, os quarenta anos no deserto do Sinai e o édito de Haman na antiga Pérsia, todos eventos passageiros.

Mas por outro lado, de perenidade (ao menos era esse o Plano A) com o povoamento da Terra de Israel e o erguimento do Primeiro e Segundo Templos -  assim como na Era Messiânica, quando o Templo jamais será destruído e não haverá outro exílio.

O patriarca Yaacov casou-se com duas irmãs: 

  • Lea, que deu à luz a seis filhos, mas aqui citaremos apenas Levi e a Yehudá.
  • Rachel, que deu à luz a Yossef e a Biniamin.

O temporário e o constante: Rachel e Lea.

Rachel representa a temporariedade. Ela é sepultada no meio do caminho, sozinha.

Lea representa a perenidade, a constância: ela é sepultada na Caverna da Machpelá junto a Yaacov, aos demais patriarcas e às matriarcas de Israel. 

Yossef, filho de Rachel, governa o Egito, simbolo da temporariedade, pois foi designado um prazo para a escravidão do povo judeu nestas terras. Ele também vive e morre isolado do restante da familia.

Biniamin dará descendência ao rei Shaul, que reina temporariamente sobre Israel, até David, da casa de Yehudá, de onde provem a realeza judaica até Mashiach, subir ao trono.

Biniamin também gerará a Mordechai, que lidera o povo judeu durante sua estada temporária na Pérsia, até o retorno para Israel, lugar permanente do povo judeu.

David e Salomão, ambos de Yehudá e portanto filhos de Lea, se encarregam de erguer a Casa perene de D-us no Monte Moriá.

Os Cohanim (sacerdotes), descendentes de Levi e portanto, também filhos de Lea, se encarregam do serviço no Templo, Casa Eterna de Hashem. 

Somente na era messiânica haverá igualdade entre os filhos de Rachel e Lea, no que tange à perenidade de tudo o que judaico e da sua presença na Terra de Israel.

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