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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Purim preso no trânsito: Posso ouvir a Meguilá via meu iPhone?

                                                                  Bs"d

Divrei Torah dedicados LeRefua Sheleima de David ben Eliane,נ"י

Pergunta: Alguém que estava a caminho da Sinagoga e ficou preso no transito pode começar a ouvir a Meguilah no iPhone ?
 
אחד הקורא ואחד השומע מן הקורא יצא ידי חובתו, והוא שישמע ממי שהוא חייב בקריאתה (שו''ע  
Tanto aquele que lê ou aquele que ouve de quem leu, cumprem a sua obrigação (da leitura da Meguilá) contanto que seja lida por alguém que está obrigado a lê-la ( Shulchan Aruch, 689:1)


 
  Através do princípio chamado Shomea keOne, isto é, aquele que houve a leitura da Meguilá (tendo a intenção de cumprir esta Mitzvá), será considerado como se ele mesmo a tivesse lido. Daqui o grande cuidado que devemos ter em ouvir todas as palavras, acompanhando a leitura com os olhos diretamente de uma Meguilah. No entanto para que isto possa ser efetivo, é necessário que ele ouça diretamente todas as palavras do Baal Korêque também têm intenção de isentá-lo desta Mitzvah.
                                                           
Caso as palavras sejam ouvidas através de algum aparelho artificial, como um microfone ou um telefone, por mais que a voz do Baal Korê esteja causando esta reprodução da sua voz, isto não é considerado a voz do leitor, mesmo que em tempo real.  A voz que é ouvida através de um telefone ou via Skype é uma reprodução digital dos impulsos elétricos causados pelas ondas sonoras do baal korê. O Ohr LeTzion considera isto como a voz “artificial” de alguém que não é um “Bar Chiuva” – alguém que não tem a obrigação desta Mitzvah.´Isto é, ao cumprirmos uma Mitzvah através de um sheliach, para que ele possa isentar outro Yehudi da Mitzvah este sheliach também deve ser alguém que tem a obrigação de cumprir a Mitzvah. Por isto, a voz ouvida através do telefone, é considerada a voz de alguém que não tem a mitzvah de ouvir, e assim não pode ser um “Sheliach” para isentar outro Yehudi.

Esta é a razão também pela qual não se deve dizer Amen á uma Berachá ouvida pelo telefone, seja como uma afirmação do que se ouviu, e ainda mais para isentar se de uma Mitzvah como Havdalá. 

O Talmud questiona porque não recitamos o Hallel em Purim. Uma das respostas em nome de R. Nachman é de que Kriata zo hi Hillulah – a própria leitura é um Hallel. Um dos Rishonim chamado Meiri conclui desta resposta que caso alguém se encontra numa situação sem Meguilá, ele poderia se apoiar nesta opinião e ler o Hallel no seu lugar. Embora exista uma discussão entre os Acharonim se é que podemos se apoiar nesta resposta , a conclusão trazida pelo Rav Shmuel Kamenetsky, shlita que poderíamos nos apoiar  na opinião do Meiri para recitar o Hallel sem brachá! (Kovetz Halachot Purim)

 O Massechet Sofrim traz um costume antigo de juntar a Comunidade nos dois Motzei Shabat antes de Purim e ler a Meguilah em público. Explica o Rav Shlomo Brevda,ztz´l que através deste costume as pessoas estudavam o conteúdo da Meguila e refletiam sobre ele, gerando assim o Pirsumei Nissa e a alegria de Purim quando estaremos lendo a Meguilá. Já que as tarefas e Mitzvot do dia de Purim não nos deixam refletir com profundidade sem um preparo prévio, somente assim garantimos que a leitura em Purim se compara á emoção do Hallel!

Shabat Shalom e Chodesh Tov!
Yitzchak Benroubi  


Estas questões  foram trazidas aqui como uma forma de despertar a curiosidade, a beleza e a profundidade do estudo da Halachá. Qualquer dúvida na prática deve ser consultada com uma autoridade Rabínica.
 
    
Mishna Brura Yomi - Hilchot Meguilá
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