A TORÁ PODE SER COMPREENDIDA EM 4 NÍVEIS:
- PeSHÁT - literalmente aquilo que está escrito no texto.
- Rémez - Aquilo que pode ser entendido ligando um texto a outro.
- Drash - A hermenêutica judaica, alusões ao significado do texto.
- Sod - A parte oculta do texto, dantes ensinadas em segredo, hoje conhecida como Cabalá.

Peshat - o fruto proibido era um FIGO: o versículo diz que "perceberam que estavam nus e confeccionaram cinturões a partir de folhas de figueira". Como estavam sob uma figueira, de acordo ao texto explícito, o fruto proibido era o figo.

Rémez - o fruto proibido era o TRIGO, pois está escrito "com o suor da sua fronte comerás o pão": referência ao Poder Divino de retribuir Medida por Medida ao que fazemos de bom ou não. Eva ofereceu o fruto, mas Adão poderia ter recusado. Por esse motivo, aquilo que lhe seria servido durante o Shabat caso esperasse mais um pouco, custou-lhe uma vida totalmente dedicada à labor, até os dias de hoje.

Drásh - o fruto proibido era um ETROG, espécie de critronela utilizada na festa judaica de Súcot. Diz-se do Etrog que a fruta tem o mesmo gosto que o tronco da árvore, alusão ao que diz o texto da Torá: 'D-us fez a árvore de frutos que faz frutos", ou seja, nas árvores do Paraíso o fruto tinha o gosto idêntico ao do tronco da árvore. Isto acabou quando Adão e Eva comeram do fruto proibido, permanecendo apenas o Etrog, uma das possibilidades dos frutos proibidos, como lembrança permanente do erro que cometeram.

Como podemos ver, são muitas as opiniões sobre qual o fruto que Eva deu a Adão, mas algo une todos estes conceitos: aquilo que ingerimos passa a ser de imediato parte não somente do nosso corpo mas também da nossa alma e psique.
E foi isso que D-us tentou impedir.
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Interessante, mas creio que esse fruto será um segredo até a vinda de mashiach.
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