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Sociologist by the University of Haifa, specialized in approaches for the gates of knowledge improving communication between Jews and non-Jews. This is an open way to communicate with Jews from Israel, USA, Canada, Europe or those who live in Latin American countries but do not speak Portuguese (in Brazil) or Spanish (all other countries besides Guianas)

Tragédia em Meron: o que fazemos?- 6 de Maio, 2021 - 24 de Iyar, 5781

 

 

Tragédia em Meron: o que fazemos?

 

 
Todo o Klal Yisrael está de luto. 45 Tzaddikim foram levados de uma maneira que quebra o coração, num dia que era para ser a conclusão do período de luto, quando Judeus do mundo inteiro estavam juntos, unidos comemorando Lag BaOmer. Dezenas de milhares estavam no meio de cantar para Hashem braço a braço. Meron estava no centro das atenções de Yehudim do mundo inteiro e no meio aconteceu o impensável. נסתרים דרכי ה  - os caminhos de Hashem são ocultos de nós. O que podemos dizer?

Quando o profeto Yirmiyahu queria consolar Am Yisrael no momento de destruição do Beit HaMikdash ele falou מה אשוה לך ואנחמך- A que eu posso comparar isso para poder lhes dar consolo? Uma das maneiras de consolar alguém é mostrar para a pessoa como outros passaram pelo mesmo, mas sobre o Churban Beit Hamikdash, disse Yirmiyahu, não dá para comparar isto a nenhum outro acontecimento.  “Quem pode lhes consolar?”, perguntou o Navi.

Quando olhamos para as fotos das crianças inocentes, e dos pais e irmãos que faleceram, não conseguimos nos segurar para não chorar. O Ben Yehoyada (Rosh Hashanah 48) escreve que Chazal nos ensinou que nossa Gueulah vai ser no mérito de 45 Tzadikim. 45 é a Guematria da palavra Gueulah. A Guemará (Zevachim 92) diz que o mundo está sustentado por 45 Tzadikim. Não temos dúvidas que estes Tzadikim estão se deleitando no Gan Eden com todos os outros Tzadikim das gerações passadas. Eles completaram a missão que tinham neste mundo. Mas nós... lamentamos e não temos palavras. É um momento de se chorar.

Aprendemos no Daf Yomi de domingo que na época de Shalosh Regalim tinham tantas pessoas apertadas no pátio do Beit Hamikdash que parecia que as pessoas estavam flutuando acima do chão, mas quando chegava o momento de se curvar Hashem dava para cada pessoa espaço amplo para não invadirem o lugar do próximo. Quando a Shechinah estava residindo entre nós, não tinha problema de aglomeração. Quando a Shechinah estava presente entre nós, sabíamos o que era o Retzon Hashem – a vontade de Hashem.  Mas o que fazemos agora?

Devemos agir. Lembremos de Rabbi Akiva. Após de perder 24.000 discípulos preciosos, todos Tzadikim, mesmo que ele estava devastado, imediatamente ele entrou em ação.  Ele foi procurar novos alunos a quem transmitir a Torah. Ele poderia ficar questionando e desistir. Mas Rabbi Akiva falou: enquanto tenho vida, vou tentar ser o melhor Eved Hashem que posso. Foi por causa desta decisão que temos a Torah hoje.

Num momento que nossos corações estão abertos e queremos ajudar, a melhor coisa que podemos fazer é nos aprimorar. O que a gente estava pensando em talvez melhorar... agora é o momento! Podemos também nos esforçar em trazer mais vida aos outros ao nosso redor, procurando honrar as pessoas e dar encorajamento. Isto revigora e dá vida! Todo o mundo poderia desfrutar de uma boa palavra e nós somos aqueles que podem providenciar isso.

A Guemarah fala que se alguém dá dinheiro a um pobre ele merece seis Brachot. Mas se ele dá ao pobre palavras de Chizuk, ele levanta o pobre com palavras e ele merece então onze Brachot. Fale para alguém, “Você está fazendo um ótimo trabalho, continue!” Seja generoso com elogios, prestigie a sua esposa, seus filhos, seus amigos, seus colegas de trabalho. Isto vai trazer mais união e mais amor.

Pedimos a Hashem que aqueles que estão feridos possam ter uma Refuah Sheleima. Pedimos para que aqueles que estão de luto tenham uma Nehamah (consolo) completa, aquela que apenas o Ba’al HaNehamot pode providenciar. E pedimos que estes 45 Tzadikim possam ir perante o Kissê HaKavod e implorar a Hashem para trazer o Mashiach.  Veremos então a realização do passuk בלע המוות לנצח ומחה ה’ דמעה מעל כל פנים – a morte vai cessar de existir e Hashem “pessoalmente” enxugará as lágrimas das faces de cada um de nós. 
 
                                                                          -- Rav David Ashear 


Tente um a nova Segulah!! - 26 de Abril, 2021 - 14 de Iyar, 5781

 



Tente um Nova Segulá!!

 
A Guemarah diz no Massechet Shabat(88), que se uma pessoa é envergonhada ou insultada e é capaz de se abster de atacar aquele que a envergonhou, e fica realmente feliz pensando na expiação que Hashem lhe ofereceu, é classificada como uma pessoa que ama Hashem e, no futuro, merecerá que sua face irradie Kedushah (santidade) tão brilhante quanto o sol.

O Orchot Tzadikim escreve que a recompensa é mida kenegued mida, isto é, com a mesma moeda: o rosto da pessoa perdeu a cor quando ela foi envergonhada (ficando pálida e vermelha em seguida) e ela aceitou isso; Hashem restaurará a cor com um esplendor mais brilhante até do que a luz do sol. Ela foi considerada alguém que ama Hashem porque segurou sua inclinação natural a fim de honrar Hashem, fazendo e aceitando Sua vontade. É um ato de Emunah completa acreditar que Hashem estava por trás de todo o ocorrido e que era tudo para o seu bem.
 
As pessoas precisam de yeshuot e estão dispostas a percorrer longas distâncias e a gastar quantias enormes de dinheiro para alcançá-las. Ser capaz de superar o que as pessoas nos fazem, reconhecendo que vem de Hashem para o nosso bem e as perdoando completamente, é uma grande segulah para abrir a porta para yeshuot.
 
O Rabino Elimelech Biderman contou uma história de um Yehudi de Bnei Brak, chamado Rav Yaakov, que viajava anualmente para os Estados Unidos para ser o Chazan de uma Sinagoga nos Yamim Noraim. Nessa Sinagoga, um dos frequentadores (que chamaremos de Yossef) tinha dois filhos mais velhos ainda solteiros. Todo ano ele comprava a honrada abertura do Aron HaKodesh para Neilah em Yom Kipur para seus filhos terem o mérito de encontrar seus zivuguim. Yossef e os filhos permaneciam ao lado do Aron durante a reza inteira de Neilah, derramando lágrimas sinceras para Hashem dar-lhes a yeshuah. Eles precisavam de ajuda celestial extra já que esses moços tinham sua cota de problemas que por "meios naturais" pareciam estar impedindo-os de se casarem. Quatro anos atrás, Yossef entrou em um pequeno confronto com o Gabai da Sinagoga que ficou tão bravo com ele que queria se vingar. Alguns dias antes de Rosh Hashanah, quando Yossef não estava na Sinagoga, o Gabai anunciou que estava aceitando os lances para as honras dos Yamim Noraim que seriam leiloados com antecedência e que, se os números fossem satisfatórios, venderia ali mesmo. Alguém do público fez um lance para a abertura do Aron em Neilah e o Gabai aceitou.

Seu único objetivo em todo o episódio era só de ferir Yossef, vendendo a abertura da Arca Sagrada para Neilah á outra pessoa; e ele conseguiu fazê-lo. Quando chegou a hora da abertura de Neilah naquele ano, Rav Yaakov, o chazan, olhou para Yossef para ver qual seria a reação dele quando outra pessoa estivesse abrindo o Aron. Yossef estava ardendo de raiva. Depois de Yom Kipur e de todos terem quebrado o jejum, Rav Yaakov foi até a casa de Yossef e conversou com ele por quase duas horas, tentando acalmá-lo e fazendo com que ele perdoasse o Gabai pelo que este havia feito. Yossef estava tão amargurado que não ouvia nada do que Rav Yaakov estava tentando lhe dizer. Ao final da conversa, Rav Yaakov disse:

"Veja, você vem comprando a abertura de Aron Hakodesh há anos e seus filhos ainda não se casaram. Talvez você devesse tentar uma nova segulah - aceitando que o ocorrido veio de Hashem e perdoando completamente o Gabai pelo que ele lhe fez, é uma grande segulah."  Yossef ficou pensativo por alguns minutos e então disse: "Você está certo, eu o perdoarei." Ele liberou toda a tensão e ódio acumulados e trabalhou sobre si mesmo para perdoá-lo verdadeiramente.
 
No ano seguinte, durante o verão, uma pessoa do escritório da sinagoga ligou para Rav Yaakov como sempre fazia para confirmar sua vinda para os Yamim Noraim. Durante a conversa, Rav Yaakov perguntou sobre Yossef. A pessoa respondeu: "Ah, você não ficou sabendo? No inverno passado, seus dois filhos casaram." 
 
Aceitar o que as pessoas nos fazem como vindo de Hashem, agradecendo-Lhe pela kaparah que isso traz e perdoando a pessoa é uma Avodah muito poderosa. Isso nos trará glória no futuro e abre agora as portas para a yeshuá. 


                                                                                -- Rav David Ashear
 

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180°: Um Plano totalmente diferente! - 12 de Abril, 2021 - Rosh Chodesh Iyar, 5781

 




180°: Um Plano totalmente diferente!


Nós nos envolvemos em hishtadlut (esforço), mas é Hashem que determina o resultado. O que podemos achar que é ruim, Ele sabe que é bom. Se conseguirmos confiar Nele ao longo do caminho, isso nos ajudará, tanto emocionalmente, quanto espiritualmente.
 
O homem é capaz de fazer hishtadlut em todas as situações, mas a decisão final depende sempre de Hashem. Muitas vezes podemos sentir que nossas ações vão render resultados, mas Hashem pode ter em mente planos completamente diferentes.
 
Midrash, no começo da Parashat Vayeshev, cita um passuk de Yirmyahu no perek 29 que retrata essa ideia. Diz o passuk   'כי אנכי ידעתי את המחשבות אשר אני חושב עליכם נאום ה ת - Pois Eu sei os pensamentos que penso sobre vocês – Hashem nos diz que podemos ter muitas ideias em nossas mentes sobre o que estamos realizando, mas as ideias de Hashem são as que prevalecerão." 
 
Continua o Midrash, descrevendo um cenário no qual várias pessoas tinham planos diferentes, e Hashem estava orquestrando todos eles em Seu plano maior. Explica o Midrash que as Shevatim, os 12 Tribos, estavam envolvidas na venda de Yossef; Yossef estava sofrendo por ser vendido como um escravo; Reuven estava sofrendo pelo que aconteceu com Yossef; Yehuda deixou seus irmãos e foi se casar; e Hashem estava envolvido em trazer a luz do Mashiach ao mundo.
 
Às vezes as coisas parecem muito sombrias e não entendemos por que acontecem. Nessas horas, precisamos reservar um momento para nos fortalecer, percebendo o que Hashem está orquestrando para realizar o Seu plano.
 
Eu ouvi uma história que foi contada em nome do Rav Ephraim Wachsman. Tratava-se do avô da esposa do Rabino. Quando os Nazistas entraram em Viena, ele fugiu com sua esposa e seus três filhos para Bayon, na França. Haviam muitos outros refugiados também tentando escapar. Eles tinham que viajar para mais longe para se salvarem, mas não sabiam como sair de França. Ele queria desesperadamente chegar à Inglaterra, um lugar onde acreditava que ficariam protegidos.
 
Viu um marinheiro e perguntou-lhe para onde seu navio estava indo. O marinheiro respondeu que partiria para a Inglaterra no dia seguinte. Ele, então, implorou para que ele o levasse junto com a sua família. O marinheiro disse: “Claro, sem problemas, vocês podem ir junto. Pode trazer quantas pessoas quiser, tenho espaço de sobra. O problema é que você vai precisar de um visto para entrar na Inglaterra, e a única maneira de conseguir é na Embaixada Inglesa, mas, boa sorte, porque todos estão tentando a mesma coisa.”
 
O homem rezava para Hashem enquanto caminhava por quilômetros, quando viu uma multidão com centenas de pessoas em frente à Embaixada, que eram empurradas pelos guardas, falando: “Não podemos mais dar vistos.” Ele olhou para o céu e novamente pediu ajuda para Hashem. De repente, uma forte chuva começou a cair, com trovões e relâmpagos. As pessoas começaram a correr para todas as direções. Ele conseguiu abrir caminho no meio da multidão, até chegar à frente da porta do Consulado. Ele se aproximou e viu o homem que dava os vistos, sozinho na sala. Foi como um milagre. Ele começou a chorar: “Por favor, carimbe nossos passaportes, o da minha esposa, dos meus filhos e o meu. Você nos dará vida.”
 
Ele respondeu: “Okay, okay, vou fazer isso para você.”
 
Ele foi tirar os passaportes do bolso, mas eles não estavam lá. Foi então que ele percebeu que tinha esquecido os passaportes a quilômetros de distância. Naquele momento, ele disse em voz alta: “Essa é a pior coisa que já me aconteceu.” E em seguida desmaiou.
 
O cônsul o ajudou a se levantar e perguntou o que havia de errado. Ele contou que tinha esquecido os passaportes e que precisava deles, caso contrário morreria. Chorava amarguradamente. O cônsul falou: “Pare, vou ajudá-lo. Não se preocupe. Vou dar a você um pedaço de meu papel de carta com o emblema britânico e escreverei com minhas próprias palavras: Declaro, a quem possa interessar, que as pessoas relacionadas desse papel, estão autorizadas a ingressar na Inglaterra.” Ele carimbou e deu o papel ao homem.
 
Ele agradeceu profusamente e, assim que saiu daquele escritório, se deu conta de que todo Judeu deveria estar naquele papel. Ele saiu correndo pelas ruas e encontrou centenas de Judeus, escrevendo seus nomes em cada centímetro do papel. Ele apareceu no dia seguinte com uma congregação inteira de pessoas e deu vida a todas elas. Desde aquele dia, seus filhos e netos se tornaram conhecidos. O que este homem pensou ser o pior momento de sua vida, foi Hashem preparando o caminho para salvar gerações de pessoas, ao invés de apenas ele e sua família.

Fazemos nossa Hishtadlut mas Hashem é quem determina o resultado. O que parece ser ruim em nossos olhos, pode acabar sendo o melhor. Se confiarmos Nele ao longo do caminho, isso nos ajudará emocionalmente e espiritualmente.

 


                                                                         -- Rav David Ashear  

 

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Ligue Já! - 8 de Abril, 2021 - 26 de Nissan, 5781 - www.emunahtododia.com

 



Ligue Já!


Se uma pessoa está com alguma dor e sente que Hashem está muito distante dela, reza mas não tem sua prece atendida, chora mas as coisas não mudam, deseja acreditar que Hashem está ao seu lado ouvindo cada palavra sua e fazendo o que é melhor para ela. Mas é difícil, uma vez que ela não sente reciprocidade. Talvez exista alguma coisa que ela possa fazer para se sentir mais próxima de Hashem, para sentir que Hashem está realmente ouvindo.

O sefer Ki Ata Imadi cita Rashi em Massechet Brachot que traz uma Guemará do Yerushalmi. A Guemará aqui em Berachot diz que devemos conectar a brachah de Gaál Israel à Amidah todo dia, o que significa que devemos primeiramente falar sobre Hashem nos tirando de Mitzraim e imediatamente depois disso começar a Amidah. O Yerushalmi diz que, quando a pessoa faz esses elogios para Hashem, é como se estivesse batendo à porta do Rei e Este saísse para saudá-lo e essa é a hora perfeita para começar a Amidah. Vemos por aqui que, quando a pessoa aprecia e elogia Hashem pelo que Ele faz por nós, Hashem se aproxima. O Midrash diz em Bereshit Rabba (48) que para cada elogio que o Povo Judeu faz para Hashem, Ele estabelece Sua Divina Presença entre eles. Essa é uma das razões pelas quais elogiar e agradecer Hashem pode mudar decretos e trazer salvações.

Quando Hashem está próximo, experimentamos Sua misericórdia revelada. O passuk diz em Yeshiah, רפאני ה' וארפא כי תהלתי אתה "Cure-me, Hashem, e serei curado porque Você é meu louvor." O sefer Mashmiah Shalom explica que, se uma pessoa está doente e com necessidade urgente de misericórdia, e ela diz: "Por favor Hashem, cure-me porque assim serei capaz de louvar-Lhe  e  agradecer-Lhe. כי תהילתי אתה  "Você é meu louvor - Serei capaz de Lhe agradecer."  O fato de uma pessoa somente dizer que elogiará Hashem já traz um mérito suficiente para que ela seja salva.

Ki Ata Imadi contou a história de uma mãe que estava com uma angústia insuportável pelo fato de seu filho Netanel, de 17 anos, ter se desviado do caminho correto. Isso começou quando um vizinho novo chegou com uma criança da mesma idade que começou a influenciá-lo negativamente. Netanel se tornou uma outra pessoa, retrucando os pais, acabando com a paz dentro de casa e abandonando as Mitzvot.

Num certo Motzaei Shabat, Netanel saiu de casa dizendo aos pais que passaria sozinho o próximo Chag. Sua mãe chorou naquela noite como nunca havia chorado antes. Ela sentiu que o filho havia  batido a porta em seu coração. Ela foi olhar álbuns antigos de fotos para lembrar como Netanel era. Ela viu uma foto de quando ele tinha cinco anos e estava ao seu lado na cozinha perguntando se poderia lamber a massa do bolo de chocolate que estavam fazendo da tigela da batedeira. "Lógico que sim", ela havia dito. Esse era o bolo que ela fez para a festa do Chumash quando ele ganhou seu primeiro Chumash. Então ela viu uma foto de Netanel com dez anos, terminando uma Massechet de Guemará. Eles estavam todos sentados em volta de uma mesa completa que ela havia preparado em honra ao Siyum. Ela lembrou dele dizendo com sua voz doce o Hadran alach - Do mesmo modo que Hashem me ajudou a terminar este Tratado, assim também Ele deverá me ajudar a terminar muito outros. Ela pensou: Netanel, você estava no seu caminho para se tornar um grande Talmid Chacham. Onde está meu pequeno Tzadik? Como você se afastou tanto?

Mais ou menos uma hora mais tarde, ela ligou para uma hotline para tentar obter algum Chizuk. Todas as aulas nessa hotline eram sobre agradecer a Hashem. Ela ouviu pelo telefone até às quatro da manhã histórias de pessoas que agradeceram Hashem e viram yeshuot (salvações). Ela decidiu que também usaria essa abordagem. Quando ela desligou o telefone, sentiu-se uma outra pessoa, com forças renovadas. Nesse momento, ela começou a agradecer Hashem. Foi a primeira vez na vida que ela fez algo assim. Ela começou agradecendo Hashem que todos seus outros filhos eram observantes e tinham boas Midot. Ela ficou sentada durante duas horas e, no final desse tempo, até agradeceu Hashem pelo desafio atual com o Netanel. Depois, ela disse que se sentiu bem mais próxima a Hashem. Daquele dia em diante, ela implementou uma rotina em sua casa para sua família passar um tempo a cada dia agradecendo Hashem. Depois de pouco tempo, sua família se tornou mais feliz. Toda noite, reunidos à mesa na hora do jantar, agradecendo Hashem, cada um encontrava algo novo para agradecê-Lo.

Um dia, depois de alguns meses, algo extraordinário aconteceu. Seu filho Netanel saiu do seu quarto e foi para a cozinha abrir a geladeira enquanto eles estavam agradecendo Hashem. Ele nunca era visto pela casa nem conversava com ninguém. Quando chegava ia direto para o seu quarto e, quando saía, ia direto para a porta. Mas, dessa vez, ele estava lá fingindo estar procurando alguma coisa para comer quando, na realidade, estava querendo ver por si mesmo o que estava fazendo sua família ficar muito mais feliz. Ele escutou cada um agradecer Hashem por alguma coisa. Então, chegou a vez do seu irmão menor, de quatro anos, que levantou e disse: "Eu quero agradecer Hashem por ter um irmão mais velho Netanel."  Netanel deu um meio sorriso, algo que eles não viam há meses. Isso reacendeu uma faísca dentro dele. Depois disso, ele começou a falar com seus irmãos novamente. Toda noite, quando eles agradeciam Hashem, Netanel conseguia achar uma desculpa para estar presente. Pouco tempo depois disso, ele conseguiu um chavruta para estudar com ele e, Baruch Hashem, hoje ele está totalmente dedicado ao Judaísmo e voltou a ser respeitoso como costumava ser.

Agradecer Hashem nos aproxima muito mais Dele. Ele se aproxima de nós e isso abre as portas para a salvação.
 


                                                                                -- Rav David Ashear
 

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El Zeide de las Selvas!

                   


          

                    Allí ... no muy lejos ... el león ya dormía junto al ñu, porque reinaba la paz de ... ¡¡¡Zeeeide das Selvas !!!!


Zeide of the Jungles se había lanzado en paracaídas a la jungla para escapar de la guerra. Se las arregló para salvar solo su Sidur, su pequeño Sefer Torá y su par de tefilín. Se casó con Chane, a quien conoció en la jungla, después de un rápido shiduch:


-¡Yo Zeide, tú Chane! Traigo rabino. ¡Maldita sea!


-Oh Zeide, que hermosa declaración de amor ... sí, ¡acepto ser tu Eshet Chayil de las Selvas!


Desde entonces, nadie se atrevió a romper la paz en la jungla, porque ahí estaba ... ¡¡Zeide das Selvas !!


- ¡Oy-oy-oy-oy-oy ... oy-oy-oy-poooooooooooy! (grito de Zeide of the Jungles)


****


Pero vayamos a nuestra historia:


Los tambores sonaban en el pueblo de la tribu Zaiguezuntulu.


Será garagaragará ... garagaragará ... garagaragará ...


Los aldeanos corrieron desconcertados y buscaron al sanador de la tribu:


- ¡Babalaôy-vey! ¡Babalaôy-vey! ¡El pájaro de metal amenaza con volver a caer sobre el pueblo!


Será garagaragará ... garagaragará ... garagaragará ...


Al no tener otra opción, Babalaôy-vey entró en la cabaña del jefe de la aldea sin ser anunciado:


- ¡Jefe Roshmemshulu, pájaro de metal cayendo en la Sinagoca * y aplastando bima!


Será garagaragará ... garagaragará ... garagaragará ...


- Babalaôy-vey, además de un curandero de medio tazón, curando a la tribu con la medicina que recibe como cortesía, debes ser un bígaro porque entras sin llamar y molestas la tefilá del chef.


Será garagaragará ... garagaragará ... garagaragará ...


- Y por el amor a todo lo sagrado, apaga este Ipod con sonido ambiental afro-idish porque el jefe ya está mishigne con este Trá-garagaragará ... garagaragará ... garagaragará ...


- Lo siento, jefe, pero el pájaro de metal cae sobre la bima y ...


- Trae al sobrino del jefe aquí.


Los guerreros de la tribu llevaron al joven ante la presencia de su tío, quien en el acto le dio un zéts.


- Guiteingulu, jefe ya habló mil veces para no arrojar un gran acantilado de pájaros de metal hecho con material reciclado de turistas que pasan Shabat en la tribu, porque caen en la bima.


-Slichá, tío abuelo mandes-guesshem, Guiteingulu do teshuvah!


-Guiteingulu, este año haces bar mitzvah y, por lo tanto, participas en una gran caza anual de antílopes para atrapar cuernos y hacer Rosh Hashaná Shofar.


"Jefe Roshmemshulu, creo que este año no habrá caza de antílopes", respondió Babalaôy-vey.


-¡Esto es muy serio, Babalaôy-vey! ¿Qué sucedió?


-El miedo personal de T.O.G.A. robar antílopes!


- ¿Qué quieres ser T.O.G.A.?


 


 


-Clase Organizada de Antílopes Ganavim.


Roshmemshulu se sorprendió. ¿Qué harías este año sin un shofar? Es cierto que uno de los días de Rosh Hashaná cae en Shabat cuando no se toca el shofar, pero ... ¿qué hacer el segundo día cuando el timbre es obligatorio?


-¡Tribu para cazar jirafas, que también son animales kosher! dijo Guiteingulu con aire de genialidad.


-Tribu envía a Guiteingulu a Yeshivá para aprender más Torá y al zoológico para aprender que el cuerno de la jirafa no es bueno para el Shofar porque es enorme, ¡así que sobrino deja de decir calabacín y da conjeturas huecas!


-Pero solo quiero ayudar ...


-¡¡¡Shéket !!! gritó Roshmemshulu. La tribu solo tiene una salida: ¡llama a Zeide of the Jungles!


* * *


Zeide das Selvas se quitó su habitual pestaña ante Minchá, cuando alguien se le acercó gritándole al oído:


-¡Zeide de las selvas! Zeide de las selvas !!!


-¡Quién te hace gritar! ¡No grites en la jungla, porque tienes insomnio y necesitas tomar rimedio por shlufn!


-Zeide de las selvas, seré mensajero de la tribu Zaiguezintulu. Al jefe Roshmemshulu le preocupa que la pandilla TOGA robe antílopes y la tribu se quede sin shofar.


-El jefe de Yêshte, Roshmemshule, compra el mano a mano. No tienes que jugar Shofar en el río todos los años en Rosh Hashaná después de Tashlich ... ¡puedes guardarlo para el próximo año! ¡Yêshte buro!


Dicho esto, Zeide de las junglas abrió el cajón y sacó uno de los varios Shofarot que había guardado, todos ellos hechos de cuernos no enormes de animales kosher.


-¡Ni! Dale yêshte al jefe Roshmenshule, regalo shtá de Zeide of the Jungles para el Año Nuevo Idish.


-Muchas gracias, Zeide das Selvas, señor, ¡guarde las oraciones de este año! Pero, ¿qué hacen las tribus con las pandillas que roban antílopes? ¡Este es un animal kosher y sirve para la cena y las fiestas de Shabat!


-Caja de cartón segura yêshte. Aquí hay un boleto de comida para que todo el grupo TOGA coma en el restaurante "Tropicasher Grill" durante todo el año, para que no puedan obtener comida de los demás.


-¡Vaya, Zeide de las selvas, señor, además de salvar las oraciones de la tribu, hizo un tzedek de groice!


El mensajero logró llegar al pueblo de Zaiguezintulu a tiempo, le presentó a Roshmenshulu el shofar y le llevó los boletos de comida a la pandilla de TOGA, quienes lamentó haber robado antílopes en el lugar e hizo que Teshuva se complace, gracias a ..


- ¡¡¡Zeide de las selvas !!! Zeide de las selvas !!!


- ¡Oy-oy-oy-oy-oy ... oy-oy-oy-poooooooooooy! (grito de Zeide of the Jungles)


Glosario


* SINAGOCA: Sinagoga (casa de oración) de la selva en forma de Oca (carpa indinegena).


Bimá: pequeño escenario en el centro de las Sinagogas donde se lee la Torá para que todos puedan escucharla.)


Zaiguezint: ir sano en Idish.


Oy-vey: expresión judía intraducible de indignación / sorpresa / asombro / lástima / horror, etc.


Rosh-memshalá: Jefe de Gobierno, en hebreo. También se usa para Primer Ministro.


Groice: genial, en Idish


Tefilá: oración, en hebreo. Un judío dice tres oraciones al día: mañana, tarde y noche.


Zéts: ¡Siéntate! - en idish. Una especie de truco educativo.


Guite-ingale: buen chico, en Idish.


Slichá: perdón, en hebreo.


Shabaton: vea la historia de Shleperela, también en Tropicasher Legends


Teshuvá: arrepentimiento e intento de reparar un error cometido, de acuerdo con las reglas de la Torá.


Adivina: lluvia en hebreo.


Shofar: cuerno de un animal kosher tipo oveja que se toca en Rosh Hashaná, el comienzo del año judío (de hecho, esta es la gran mitzvá del día según la Torá); al final de Yom Kippur, el día del perdón para abrir las puertas del Cielo, pidiendo recibir nuestra Teshuvá; y en ocasiones especiales. Cuando el ejército israelí recuperó el Kotel Hamaaravi (Muro Occidental) en Jerusalén, el rabino Shlomo Goren, de bendita memoria, tocó el shofar.


Ganavím: ladrones, en hebreo. Singular: ganáv. En pronunciación Idish: gánev.


Shéket: silencio en hebreo.


Sidur - Libro de oración judío


Michá - oraciones de la tarde.


Sefer Torah: los cinco libros de Moisés, también llamado el Pentateuco.


Tefilín: cajas de oración con el Shema Israel escrito en su interior, también llamadas filacterias.


Shiduch: vea la historia de Shleperela.


Eshet Chayil: ver historia Eretz Nostra.


Sheine: hermosa, en Idish.


Tashlich: pregúntale al rabino más cercano. Así que nos aseguramos de que te vayas con el shil.


Tampoco: tomar en el sentido de tomar, en Idish.


Tzedaká: un gesto de bondad.


texto: Pauliño Rosenbaum

ver más en: www.tropicasher.com.br - seccion de LENDAS.

Como abrimos o Mar - 2 de Abril, 2021 - 20 de Nissan, 5781 - emunahtododia.com

 

 Como abrimos o Mar


passuk diz no início da Parashat Bo que Hashem continuou endurecendo o coração do Faraó e trazendo mais pragas sobre os Egípcios para que possamos, no futuro, contar aos nossos filhos e netos sobre tudo que Hashem fez em Mitzrayim.  E então saberemos que Ele é nosso D'us. O objetivo da leitura da Hagadá na noite de Pessach é fortalecermos nossa Emunah em Hashem. O Sefer HaBatim escreve, mais especificamente, que o objetivo da leitura da Hagadá ás nossas famílias é que eles acreditem na Hashgachah constante de Hashem sobre todos nós, que é a base de toda a Emunah. Assim saímos do  Egito, e assim saímos do Chag HaPessach.




Pessoas que estão crescendo em sua crença na 
Hashgachah de Hashem acabam agindo de maneira muito mais digna quando enfrentam desafios.  Eles se acalmam, lembrando-se de que Hashem está no comando. E então, fazem Tefilah para Ele colocando a sua confiança Nele para ajudá-los em seus momentos difíceis. Se eles recebem ajuda, eles atribuem isto a Hashem e agradecem a Ele por isso. No caso que eles não são ajudados, eles dizem para si mesmos: Hashem está fazendo isso para meu bem, e aceitam isso com amor. Este é o objetivo de relatarmos a história de Yetziat Mitzrayim, nos levar a um nível maior de Emunah.  

Baruch Hashem, há tantas pessoas crescendo em Emunah e reagindo às situações da vida cotidiana da maneira que Hashem deseja. Uma jovem contou que trabalhou para uma escola no ano passado, montando uma peça para ser apresentada pelas alunas. Uma semana antes da produção, as escolas foram fechadas devido ao Covid e essa apresentação nunca aconteceu. Naquela época, a escola não a pagara por todas as horas de trabalho árduo que ela dedicou. A cada poucos meses, ela ligava para o diretor, perguntando sobre seu salário, e a cada vez recebia uma resposta vaga. Há algumas semanas, já um ano depois da escola ter fechado ela decidiu que faria um último telefonema e depois seguiria em frente. Ela ligou, mais não obteve resposta. Uma semana depois, ela se lembrou de um shiur de Emunah que lhe deu muito Chizuk. E então, ela falou para Hashem: "Fiz o meu melhor para receber o dinheiro pelo qual trabalhei tanto.  Agora vou passar para Você, Hashem. Quando Você achar que devo receber o dinheiro, irei recebê-lo, e nada poderá impedi-lo de mim". Ela se sentiu aliviada depois de ter falado com Hashem. No mesmo dia, a Diretora ligou para ela pedindo o seu endereço para que ela pudesse enviar um cheque. Inicialmente, ela estava em choque e então percebeu que não era tão chocante. Ela acreditara no Controle de Hashem, e então Hashem permitiu que ela visse isso com seus próprios olhos.

Outro mulher que está criando quatro filhos sozinha disse que sua Emunah é a única coisa que lhe dá forças para continuar. Ela queria mandar um dos filhos para um playgroup mas não tinha dinheiro. Depois de muito esforço ela recebera cupons do governo e perguntou ao playgroup se eles os aceitariam. Eles disseram a ela que precisavam submetê-los a um departamento do governo para obter um aviso de colocação. Nas duas semanas seguintes, a mulher não recebeu nenhuma resposta deles e, então, ligou para saber o que estava acontecendo. Disseram a ela que estas coisas podem levar muito tempo, especialmente porque muitos escritórios do governo estão fechados e as pessoas estão trabalhando remotamente.

Quando ela ouviu isso, ela desligou o telefone e se virou para Hashem e disse: "Eu quero agradecer a Você pela maneira milagrosa que recebi esses cupons e por todo o bem que Você me dá a cada minuto do dia. Eu sei que Você é o único no controle desta situação e no momento que Você quiser que meu bebê vá para o playgroup, ele irá. Eu confio em Você que isso irá acontecer na melhor hora." Vinte minutos depois, a secretária do playgroup ligou de volta, perguntando se ela tinha algum tipo de "costa quente", pois o governo acabara de enviar a ela um email dizendo que a criança foi aceita e poderá começar amanhã. A mulher respondeu, "Na verdade, sim, - com o verdadeiro Dono. Agradeci a Hashem e deixei isso nas mãos Dele. 

A Emunah é maravilhosa. Quanto mais falamos sobre isso, mais isso se tornará enraizado em nós. Durante todos estes dias de Pessach, temos uma grande oportunidade de infundir em nós e em nossos filhos a Emunah, lembrando e contando sobre os milagres de Hashem.

 
                                                                          -- Rav David Ashear 

Salvando Vidas - 4 de Março, 2021 - 20 de Adar, 5781

ESTA MENSAGEM DE CHIZUK FOI OFERECIDA PELA

Família Kopelowicz

Leilui Nishmat
Golda bat Frimeta a'h

Salvando Vidas
 

Conta o passuk que quando os Judeus estavam sendo perseguidos pelos egípcios em Mitzrayim, eles clamaram por ajuda a Hashem e, ותעל שעותם אל האלוקים מן העבודה – depois testemunharam que suas preces chegaram até o Shamayim e foram aceitas por Hashem. O Rabenu Bachye escreve, sobre o referido passuk da Parshat Shemot, que o momento da Redenção tinha chegado para eles e eles não eram dignos de ser redimidos. Mas por terem pedido tanto para Hashem, suas preces foram tão poderosas que conseguiram que elas fossem ouvidas.
 
 Acrescenta ainda o Rabenu Bachye, que a Torah enfatiza que suas orações foram resultado de um trabalho árduo que eles enfrentavam. Por que a Torah enfatiza isso? Para nos ensinar que uma reza feita por alguém em apuros é o tipo mais forte de Tefilah e é a mais aceita por Hashem. A razão é que a pessoa que está numa situação difícil coloca tudo o que tem em sua Tefilah: suas emoções, suas lágrimas, seu coração e sua alma. 
 
O Rabenu Bachye traz uma prova disso, extraída do Sefer Yonah, e cita um passuk no qual o Profeta garante que uma reza como essa atinge os lugares mais elevados do Shamayim. O Povo Judeu naquela época em Mitzrayim, estava no 49º nível de Tumah- impureza, mas isso não importou. Tudo o que importou foram as suas rezas. Cada um de nós tem um enorme poder, que pode ser usado para salvar vidas, casar pessoas, trazer filhos ao mundo, trazer salvações em todas as circunstâncias– e esse poder é a Tefilah sincera. Quando ouvimos que uma pessoa está doente ou precisa de uma yeshua- (salvação), temos que saber que podemos salvar sua vida, onde quer que estejamos, se sentirmos a gravidade da situação e clamarmos para Hashem com sinceridade. Isso, por si só, pode produzir maravilhas.
 
Recentemente, o Rabino Yosef Ozeri ficou doente por mais de duas semanas, com febre de quase 40 graus, e a Hatzalah teve que ir à sua casa para dar oxigênio. Ele ficou tão ruim que teve que ser levado ao hospital. Depois que a situação ficou muito difícil, Baruch Hashem ele melhorou e recebeu alta do hospital.
 
A enfermeira que cuidou dele no Cornell Hospital, entrou no seu quarto acompanhada de outras enfermeiras e disse: “Eu não acredito em D’us, mas quero te dizer que alguém deve ter feito algo por você. Você é um milagre aberto. Quando você chegou ao hospital, todos sabíamos que era apenas uma questão de tempo. Ainda mais chocante é que você evitou o respirador. Você saiu muito rápido da UTI, não vimos nada parecido com isso em nenhum outro paciente no mesmo estado em que você entrou.”
 
Como ele teve uma recuperação tão notável? Ele me contou. Era quinta-feira de tarde e ele estava no hospital por dois dias e as coisas estavam ficando cada vez piores. Ele perguntou à enfermeira quando sairia de lá, e ela respondeu de uma maneira gentil: “Espero que você saia, mas se isso acontecer, não será em menos de uma ou duas semanas.”
 
Naquela noite, por volta da meia-noite, ele estava deitado em sua cama com dificuldade para respirar, seu nível de oxigênio estava em 82. Ele ligou para um amigo e disse: “Eu sei que meu Rosh Yeshiva de Israel está na cidade. Por favor, entre em contato com ele e diga que minha vida está em perigo e, por favor, reze por mim.” O Rabino Ozeri, quando jovem, tinha estudado em Israel na Yeshivat Pachad Yitzchak. O Rosh Yeshivah desta Yeshivah é o Rav Yonasson David, o genro do Rav Yitzchak Hutner, zatzal.
 
Seu amigo ligou de volta e disse: “O Rosh Yeshiva acabou de pegar um Tehilim e disse que vai ler agora mesmo o livro inteiro pela sua refuah.” Três horas depois, uma enfermeira entrou no quarto do Raino Ozeri dizendo: “Parece que estamos lhe dando oxigênio em demasia” e reduziu a dose. Por volta das 5h da manhã, eles tiraram totalmente seu oxigênio. Sua febre baixou pela primeira vez em duas semanas e meia, se estabilizando em 37 graus. Este era o milagre ao qual as enfermeiras se referiram.
 
Os médicos planejaram mantê-lo por mais uma semana apenas para garantir, mas quando viram que ele conseguiu se levantar e andar normalmente naquela manhã, disseram: “Você está totalmente curado, pode ir para casa.” Em questão de doze horas, o Rabino passou de uma situação extremamente grave, para ser liberado do hospital totalmente curado.
 
O Rosh Yeshiva que leu o livro inteiro de Tehilim obviamente desempenhou um papel importante nessa recuperação milagrosa. O Rabino disse também que toda a sua comunidade rezou por ele de coração e com certeza suas Tefilot também o ajudaram a sair dessa. Todos sentiram a gravidade da situação. Sentiram como se fosse problema deles e fizeram Tefilot sinceras.
 
Não há nada no mundo que se compare a uma Tefilah sincera.

 

                                                                         -- Rav David Ashear  

 

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...A Máscara!! - Purim 5781-2021

 EGUEL MASSECHÁ (o Bezerro de Ouro Mascarado)

Nossa sugestão de fantasia para PURIM 5781.

Representa a nova horda de quadrúpedes que se nos aparecem do pó e do nada, para bufar na nossa cara em plena Sinagoga a mantra dos perdedores: " - A máscara!".

São talvez os mais e quem sabe os únicos afetados por essa mentirodemia.





Assuntos Principais da Parashá VAERÁ

A promessa do cumprimento do pacto com os patriarcas (6:2-13).

 

No final da parashá anterior (Shemót) foi apresentado o argumento duro de Moshé “Por que fizeste as coisas piorarem para este povo...”.  O Altíssimo responde a Moshé que em breve mostrará Seu poder. Hashem está prestes a cumprir Seu pacto com os patriarcas. Agora que o apelo dos filhos de Israel subiu aos Céus, sua redenção será apressada.

 

Moshé corre a contá-lo ao povo judeu, mas eles não lhe dão ouvidos, “por estarem flagelados de espírito devido ao trabalho árduo “. 

 

O Todo-poderoso torna a enviar Moshé ao Faraó para ordená-lo que deixe os judeus partirem do Egito. Moshé contesta com humildade afirmando que se os israelitas não lhe deram ouvidos, como o convencerá o Faraó, este rei perverso e duro.

 

Como consequência das argumentações de Moshé, como anteriormente, Hashem lhe junta o irmão Aharon nesta missão.

 

A família dos filhos de Levi (6:14-27)

 

Moshé e Aharon são os heróis do Livro de Shemót, por isto a Torá dedica uma serie de versículos para nos apresentar sua linhagem familiar. Como nota introdutória, aprendemos brevemente também sobre as tribos de Reuven e Shimon, que antecedem Levi.

 

Moshé e Aharon são, portanto netos e bisnetos de Levi. Netos pelo fato de sua mãe Iocheved ter sido a filha de Levi que nasceu no dia em que Iaacov e seus filhos chegaram ao Egito. E bisnetos por que seu pai Amram era filho de Kehat, filho de Levi. 

 

Missão associada (5:28-30; 7:1-7)

 

Assim sendo, Moshé sustenta que não poderia representar ele mesmo ao Altíssimo diante dos filhos de Israel e do Faraó, por ser “incircunciso de lábios” – com dificuldades de fala. Como resposta,  D-us divide sua missão com Aharon e os faz saber que o Faraó não deixará os israelitas partirem, por isto D-us endurecerá mais o seu coração, para que seu castigo, para que as pragas que o assolem e a seu povo, sejam ainda mais duras.

 

 Moshé e Aharon recebem sobre si a missão. Moshé tem oitenta anos e o irmão Aharon oitenta e três.

 

O milagre da serpente (7:8-13)

 

            Moshé e Aharon se apresentam novamente diante do Faraó. Como prova contundente de sua missão, Aharon atira seu cajado diante do Faraó e por ordem Divina ele se transforma numa serpente. Cercado de feiticeiros, o Faraó não se impressiona e ordena seus magos que façam algo semelhante. Sua mágica funciona, mas para assombro geral o cajado de Aharon, que voltara à sua forma original, engole as serpentes dos feiticeiros.

 

            De uma maneira ou outra, o Faraó endurece seu coração e não concorda em libertar os filhos de Israel.

 

A primeira praga – sangue (7:14-25)

 

            O plano Divino de tirar os israelitas do Egito entra em sua segunda fase, a fase das dez pragas que cairão sobre os egípcios e seu império para destruí-los. Moshé vai, segundo comando Divino, até a margem do Nilo, para onde vai o Faraó todas as manhãs. Moshé o alerta que se não deixar os judeus partirem logo as águas do Nilo e as de todo o Egito se transformarão em sangue. Diante da recusa do Faraó, Aharon estende seu cajado sobre as águas do rio e todas as águas do Egito, em todos os lugares, se tornam sangue. A praga traz consigo a sede, morte dos peixes e mau odor enorme em toda a terra. O teimoso Faraó prova uma vez mais por meio de seus feiticeiros que também pode operar este milagre, e deste modo endurece seu coração e não dá o braço a torcer.

 

            A praga tem duração de uma semana, tempo de duração de cada uma das pragas igual ao segue, e as águas do rio assim como todas as demais voltam ao seu estado normal.

 

A segunda praga – rãs (7:26-29; 8:1-11)

 

            Durante três semanas após cada praga, Moshé alerta o Faraó para que se apresse a fazer com que o povo de D-us deixe o Egito. Desta vez ele o alerta sobre uma praga de sapos que subirá do Nilo. O Faraó menospreza o alerta e Aharon estende sua mão sobre as águas do Egito. Uma multidão de rãs cobre o Egito – as casas, dormitórios e camas, cozinhas e até mesmo os fornos. Os magos do Faraó conseguem também eles fazer subirem as rãs, mas desta vez o cricar ensurdecedor e presença insuportável das rãs em todos os cantos transtornam totalmente o Faraó. 

 

            O Faraó chama Moshé e Aharon e lhe implora que rezem para que D-us acabe com a praga. Pela primeira vez está disposto a dizer que deixará os judeus partirem do Egito. Contudo, diante do cessar da praga após a prece de Moshé, o Faraó endurece seu coração e se recusa a cumprir sua promessa.

 

Terceira praga – piolhos (8:12-15)

 

Sob o comando de D-us, Aharon desfere um golpe sobre a terra do Egito e do pó começam a surgir  piolhos que assolam toda a terra do Egito. Os piolhos grudam nos homens e nos animais e se tornam um transtorno insuportável.  Desta vez os feiticeiros do Egito não conseguem imitar o prodígio. Parece que os piolhos eram tão pequenos que os segredos da magia não conseguiam cria-los. Os magos confessam ao ouvido do Faraó que “este é o dedo de D-us”. Mas o coração do Faraó torna-se somente cada vez mais duro e ele se recusa a ouvir ao Altíssimo. 

 

Quarta praga – feras (8:16-28)

 

            Moshé vai novamente de encontro ao faraó às margens do rio e pede - alerta “deixa partir o Meu povo para Me servir”. Desta vez ele o alerta sobre a praga das feras – o aparecimento de animais vorazes e nocivos, cobras e escorpiões. Hashem pede para enfatizar aos ouvidos do faraó que todas as pragas discriminam entre os egípcios e os israelitas, que nada sofrem com elas. Isto reforça obviamente o caráter milagroso das pragas.

 

            O faraó se recusa e o Egito é abalado por feras vorazes e nocivas.

 

            O faraó sente-se acuado e propõe um acordo a Moshé e Aharon: sirvam Hashem aqui, na terra do Egito. Moshé e Aharon obviamente não aceitam esta oferta e insistem em que o serviço de Hashem deva ser feito fora do Egito. O faraó concorda desde que cessem a temível praga.

 

Como de antemão, quando a praga cessa o faraó volta a se fincar em sua recusa.

 

A quinta praga – peste (9:1-7)

 

Após mais um alerta, D-us assola todos os animais do Egito com a praga da pestilência que os extermina. E novamente, vejam que prodígio: os animais dos israelitas nada sofrem. O faraó talvez tenha se impressionado com isto, mas não entrega os pontos. 

 

A sexta praga – sarna (9:8-12)

 

            Moshé e Aharon tomam – segundo ordem Divina – punhos cheios de fuligem de fornalha e os jogam para os céus. A terra do Egito se enche de sarna – que desabrocha em úlceras feias e que sangram, causando coceiras em todo o corpo. Tamanha era a aflição dos próprios magos egípcios que nem eles conseguiam estar diante de Moshé e Aharon.

 

            Contudo, o faraó continua se negando a deixar partir aos judeus.        

 

A sétima praga – granizo (9:13-35)

 

            Moshé sai para um encontro matinal com o faraó às margens do rio. Além do alerta corriqueiro ele explica ao faraó que Hashem já o podia ter eliminado há tempos. O único motivo de ele continuar vivo é sua serventia para provar o poder e a força do Altíssimo.

 

            Moshé sugere ao faraó que reúna todo o seu gado num local seguro. O granizo que está por cair sobre o Egito – assim alerta Moshé – será lançado por D-us e jamais desceu um granizo como este sobre a terra. De fato, houve dentre os egípcios aqueles que deram ouvidos a Moshé.

 

            Moshé ergue as mãos aos Céus e o granizo começa a descer – uma chuva de grandes blocos de granizo, que de forma milagrosa continham um fogo flamejante que se derretiam junto ao granizo ao se chocarem com a terra. O granizo provoca um enorme estrago sobre a terra do Egito, sobre as plantações, sobre a vida animal e sobre os homens.

 

            O faraó manda chamar imediatamente a Moshé e a Aharon e declara diante deles: “desta vez eu reconheço que pequei – Hashem é Justo e nós somos os pecadores”. O faraó pede então a eles que rezem para que D-us faça cessar aquela terrível praga. Moshé promete que rezará e o faraó novamente vê que as orações funcionam e que Hashem é o D-us que cuja Mão controla o curso da natureza assim como os milagres.

 

            Obviamente, após o silencio que segue à tempestade, o coração do faraó endurece e ele não deixa a partir, de momento, aos israelitas do Egito.





(esta parashá contém 121 versículos)


--
R.Shmuel Lancry
    -989312690-

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