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Sociologist by the University of Haifa, specialized in approaches for the gates of knowledge improving communication between Jews and non-Jews. This is an open way to communicate with Jews from Israel, USA, Canada, Europe or those who live in Latin American countries but do not speak Portuguese (in Brazil) or Spanish (all other countries besides Guianas)

Uma lição de Emuná - Shiduchim: emunahtododia.com

A MENSAGEM DE HOJE OFERECIDA 
 
LeIIui Nishmat
Simon Nissim ben Victoria z"l
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MENSAGEM #218

 

Na hora!..Muito "Da hora"
 

As pessoas que são solteiras com idade mais avançada se perguntam se elas se casarão algum dia. Alguns não saíram com ninguém há meses, outros há anos. Mesmo quando abrem-se algumas possibilidades, elas não parecem promissoras. Será que existe um momento em que elas devessem apenas dizer "Esqueça isso. Já faz tanto tempo. Esse dia nunca vai chegar"?

O Sforno comenta sobre o Passuk que descreve como Yossef foi expulso da prisão depois de doze longos anos, "כדרך כל תשועת ה' הנעשית כמו רגע"-Este foi apenas mais um exemplo do modo como Hashem sempre traz Suas salvações – de um minuto para o outro, sem aviso prévio.
 

Não importa se a pessoa não teve um ‘encontro’ há seis meses ou dois anos. Quando Hashem decide que a hora da salvação chegou, ela virá rapidamente e sem nenhum aviso. Devemos sempre esperar que esse momento chegue.

O Rav Yitzchak Zilberstein contou uma história que aconteceu anos atrás em Londres. Havia lá uma jovem de uma família muito respeitada e de ótima formação. Ela tinha todos os atributos, era bonita, tinha boas Midot, Yiraat Shamayim (Temente), etc. Todo mundo achava que ela iria se casar rapidamente. Ela se encontrou com os meninos mais qualificados, das melhores Yeshivot, mas não deu certo.

Os anos se passaram e ela já havia completado vinte e oito anos. Durante quase dez anos ela tentou conhecer alguém que desse certo, porém sem sucesso. Seus pais tinham quase desistido. Os Shadchanim (casamenteiros) praticamente pararam de procurá-la. Mesmo quando um encontro era marcado, ninguém mais tinha expectativas de que daria certo. Todas as suas amigas já tinham se casado, algumas com quatro filhos, outras com cinco. E ela ainda estava sozinha.

Seus pais tinham vários empregados, incluindo vários trabalhadores não- Judeus. Um dia, uma dessas empregadas se dirigiu aos seus pais e perguntou, "Posso conversar com vocês por um minuto? Antes de vir para sua casa nesta tarde, eu trabalhei na limpeza da casa do Fulano e da Fulana. Eles são Judeus muito religiosos, como vocês, e têm um filho de trinta anos que está tentando se casar. Dizem que ele é o melhor garoto. Com base no que vejo nas duas casas, eu acho que ele combina bem com sua filha."

Os pais se sentiram insultados. "Onde nós chegamos?", eles pensaram, "nossas opções estão vindo agora de nossa faxineira. O que ela conhece sobre isso?" Evidentemente, eles agradeceram educadamente e disseram a ela que iriam considerar a ideia.

Resolveram pesquisar sobre o garoto, e descobriram que ele morava a poucos quarteirões de distância da casa deles, mas eles nunca tinham ouvido seu nome antes. Todos que o conheciam falaram muito bem dele, então eles decidiram que não custava nada tentar. Eles conheceram o garoto e ficaram muito bem impressionados. Ele era um dos melhores alunos da Yeshivah e possuía todas as boas qualidades que procuravam em um genro. Não muito tempo depois o casal ficou noivo.

Na festa de noivado, o pai da noiva pegou o microfone e começou a chorar. Com uma voz quebrada, ele disse, "Meus caros amigos e família, vocês não vão acreditar o que aconteceu aqui. Durante os últimos dez anos nós estivemos procurando no mundo por um Chatan para nossa filha. Conversamos com Shadchanim, Rabinos, amigos e conhecidos. Praticamente todos da Cidade sabiam da nossa situação. Recebemos centenas de sugestões, mas nenhuma delas deu certo. Agora, apenas quatro minutos de nossa casa, encontramos o homem pelo qual tanto esperávamos. Ele nos foi sugerido, não por um Rabino, não por um amigo, mas por uma de nossas faxineiras que tinha começado a trabalhar conosco apenas algumas semanas antes. Devemos aprender daqui que Hashem está no comando. Ele é quem nos manda nossos Shiduchim. Precisamos parar de passar semanas e meses da nossa vida sofrendo, culpando a nós mesmo e aos outros pelo fato dos nossos filhos não terem se casado, mas devemos nos entregar a Hashem e dizer, "Você é o Único que tem algo a dizer. Quando Você sabe que o momento certo chegou, você trará a salvação da maneira que considera melhor." Ela pode vir de formas que nós, literalmente, jamais podemos esperar. Antes da hora certa chegar, nada do que alguém possa fazer pode nos ajudar. Contudo, quando chega a hora certa, nós experimentamos 'ישועת ה' כהרף עין' - A salvação de Hashem num piscar de olhos."
 
                                                                                  -- Rav David Ashear 

Tishá beAv 5252 (1492): expulsão dos judeus da Espanha.

Matéria completa:

http://www.morasha.com.br/historia-judaica-moderna/os-ultimos-100-anos-dos-judeus-na-espanha.html

Primeiro Sêfer Torá escrito em Barcelona
500 anos após a expulsão da Espanha.

PARASHAT DEVARIM E TISHÁ BE AV 5778 (20 de julho de 2018) - SHABAT SHALOM MAIL

SENTINDO A DOR DE D’US
PARASHAT DEVARIM & TISHÁ BE AV 5778 (20 de julho de 2018)
      “Avraham educou seus filhos com dedicação e amor. Transmitiu a eles o orgulho de serem judeus e se alegrava ao vê-los se dedicando ao estudo da Torá e ao cumprimento das Mitzvót. Apenas seu filho mais novo, Yossef, lhe dava muitos desgostos. Ele começou se afastando aos poucos, cumprindo as Mitzvót de maneira cada vez mais desleixada. Avraham tentou incentivar, dar broncas e até castigos, mas nada funcionava. Certo dia, Yossef avisou ao pai que estava indo embora de casa e perguntou se o pai poderia ajudá-lo com o valor do aluguel até que conseguisse um emprego. Avraham, com o coração despedaçado, sabia que de nada adiantaria tentar convencê-lo a ficar. Então ele fez um acordo com o filho: ajudaria mensalmente com o valor do aluguel, mas em troca Yossef deveria colocar Tefilin todos os dias. Yossef concordou, abraçou o pai e se foi.
No Kotel, em Tishá Beav

           Passado o primeiro mês, Yossef percebeu que seu pai ainda não havia lhe enviado o dinheiro e ligou cobrando. Avraham quis saber se o filho estava colocando Tefilin todos os dias e Yossef garantiu que sim. O pai então afirmou que o dinheiro chegaria. Porém, mais um mês se passou e Yossef, em uma situação financeira cada vez mais difícil, percebeu que novamente seu pai não havia lhe mandado o dinheiro combinado. Desta vez ele telefonou para o pai um pouco mais exaltado. Avraham novamente questionou se Yossef estava fazendo sua parte no acordo. Yossef confirmou que sim e reclamou que era o pai que não estava fazendo a parte dele. Avraham reafirmou que, se ele estava colocando o Tefilin todos os dias, então o dinheiro chegaria. Quando o terceiro mês passou e Yossef não recebeu nem um centavo do pai, ele perdeu a cabeça. Ligou gritando, exigindo o dinheiro combinado. Avraham, sem alterar a voz, novamente perguntou ao filho se ele estava colocando o Tefilin todos os dias. Yossef respondeu, aos berros, que sim, que ele estava mantendo sua palavra, diferente do pai. Avraham então pediu para que Yossef abrisse a sacola do Tefilin enquanto ele aguardava na linha. Yossef não entendeu, mas fez o que o pai pediu. Para sua imensa vergonha, dentro da sacola do Tefilin havia várias notas de dinheiro, o suficiente para três meses de aluguel. Yossef não conseguiu abrir a boca para dizer nada. Durante todo o tempo o pai havia feito a parte dele, enquanto Yossef não havia feito a sua parte...”

Estamos sempre cobrando que D’us faça a Sua parte. Por que Ele não está nos mandando sustento e tranquilidade? Por que Ele não escuta os nossos pedidos? Porém, antes de reclamarmos de D’us, precisamos olhar para nós mesmos e perguntar: será que nós estamos fazendo a nossa parte?
Nesta semana começamos o último livro da Torá, Devarim, que traz o discurso de despedida de Moshé antes do seu falecimento. Moshé recordou os principais acontecimentos nos 40 anos em que o povo judeu permaneceu no deserto. Ele aproveitou para chamar a atenção do povo de alguns erros graves que eles haviam cometido, para que aprendessem com os erros do passado e não voltassem a cometê-los no futuro.

Um dos pontos relembrados por Moshé na Parashat desta semana, Devarim (literalmente “Palavras”), foi o terrível erro dos espiões, que foram enviados para verificar a Terra de Israel e voltaram trazendo um péssimo relato, denegrindo a terra sagrada que D’us havia prometido ao povo judeu. Desmotivado, o povo inteiro chorou. Este dia era Tishá Be Av (o nono dia do mês judaico de Av), e D’us jurou que, como o povo havia chorado sem motivo, então teriam motivos para chorar, pois aquele dia seria marcado, por todas as gerações, como um dia de tragédias e tristeza. Neste dia os nossos dois Templos Sagrados foram destruídos, milhares de pessoas foram assassinadas, os judeus foram expulsos da Espanha e Portugal, entre outras tragédias. E, neste sábado, após o término do Shabat (21/julho), começaremos a reviver este dia de choro, jejum e tristeza.

Porém, ao refletirmos sobre o significado do dia de Tishá Be Av, surge uma grande pergunta. Se parte principal da nossa tristeza é pela destruição dos nossos Templos Sagrados, por que deixamos para nos enlutar e nos entristecer apenas durante um pequeno período do ano, que vai do dia 17 de Tamuz e atinge o seu auge em Tishá Be Av, um período de 3 semanas conhecido como “Bein HaMetzarim” (“Entre os apertos”)? Não deveríamos estar em luto durante o ano inteiro?

Explicam os nossos sábios que a perda dos nossos Templos Sagrados é tão trágica que realmente deveríamos viver em um estado permanente de luto. Entretanto, ninguém conseguiria viver desta maneira durante o ano inteiro. Por isso, nossos sábios fixaram apenas este período de 3 semanas, no qual diminuímos as nossas alegrias e nos comportamos como pessoas enlutadas. É neste período que paramos para refletir e lembrar que as coisas não são como deveriam ser. Não temos mais o nosso Templo Sagrado, o povo judeu está no exílio e vivemos em uma época de “ocultação da Face de D’us”, na qual a Supervisão Divina não é mais tão evidente. E, em especial no dia de Tishá Be Av, nós focamos nos eventos históricos que refletem esta “ocultação da Face de D’us” como uma maneira de internalizar e sentir o terrível estado no qual nos encontramos.

Em diferentes momentos da história do povo judeu, a “ocultação da Face de D’us” se manifestou de diversas formas. Durante muitas gerações sua principal expressão foi através de um antissemitismo venenoso. Os judeus mantiveram firmemente os ensinamentos da Torá que haviam recebido de seus antepassados, mesmo que muitas vezes tiveram que abrir mão de suas próprias vidas para fazê-lo. O acontecimento mais recente, e que ainda nos dói de maneira profunda, foi o Holocausto, quando seis milhões de judeus foram assassinados a sangue frio apenas por serem judeus. O incalculável sofrimento pelo qual o povo judeu passou é algo que as pessoas legitimamente focam em Tishá Be Av. Ao recordarmos estes eventos trágicos da nossa história, nós ficamos mais conscientes das terríveis consequências desta “ocultação da Face de D’us”.

Porém, explica o Rav Yehonatan Guefen que, apesar deste comportamento ser louvável, ele não consegue representar a principal manifestação da “ocultação da Face de D’us” que ocorre nos nossos dias. Atualmente, o antissemitismo viral e venenoso se encolheu. Não sumiu completamente, pois de tempos em tempos ele ressurge, através de leis antissemitas que nos proíbem de cumprir certas Mitzvót e movimentos cujo intuito é denegrir e boicotar o povo judeu, escondidos atrás de máscaras de “politicamente correto”. Mas a principal manifestação da “ocultação da Face de D’us” nos nossos dias é o terrível estado no qual se encontra a observância das Mitzvót da Torá pelo povo judeu. Temos uma vaga noção de que algo não vai bem, mas será que imaginamos o verdadeiro estrago espiritual que isto está causando ao povo judeu?

Atualmente, o povo judeu sofre com a perda de identidade judaica. A porcentagem de casamentos mistos nos Estados Unidos, por exemplo, que em 1950 era de apenas 6%, já chegou a atuais 70%. Mais de 2 milhões de judeus não se identificam mais como judeus. E mesmo entre os que se identificam como judeus, mais de 2 milhões não tem absolutamente nenhum tipo de conexão com o judaísmo. Mais de 600 mil judeus praticam outras religiões. E o mais triste é constatar que apenas 11% dos judeus costumam frequentar as sinagogas. Dezenas de casamentos mistos ocorrem todo mês. Isto significa que, durante o tempo em que estivermos lendo este texto, certamente mais um judeu estará se perdendo para a assimilação. Apesar de muitos estarem cientes destas terríveis estatísticas, elas podem estar em nossas cabeças, mas estão bem longe de nossos corações. Sabemos de forma intelectual, mas não conseguimos sentir a dor da perda dos nossos irmãos.

Até o ano de 1967, os judeus não tinham acesso ao Kotel, pois Jerusalém estava dividida e a parte oriental da cidade estava nas mãos dos jordanianos. Foi somente após a vitória na Guerra dos 6 dias que os judeus voltaram a ter acesso ao Kotel. Naquele ano, um jovem se alegrou ao comentar com seu rabino que seu Tishá Be Av seria diferente, pois poderia ver o Kotel, a única parte remanescente do nosso Templo, e seria mais fácil sentir no coração a tristeza pela destruição dos Templos. O rabino, ao escutar o comentário do seu aluno, respondeu com tristeza: “Meu querido, para sentir a destruição do Templo não é necessário ir até o Kotel. Suba em algum prédio e veja o comportamento do povo judeu. Veja quantas transgressões, quanta assimilação, o quanto as pessoas estão afastadas da Torá. Esta é a melhor forma de sentir tristeza pela destruição do Templo”. Portanto, Tishá Be Av é o momento de arrancarmos a ilusão de que está tudo bem. Não, não está tudo bem. Nós precisamos encarar a verdade e, acima de tudo, aceitar a responsabilidade pela situação em que chegamos. Precisamos sentir, em especial em Tishá Be Av, a dor da realidade, não podemos fugir disso. A assimilação está presente em todos os lugares, a destruição espiritual é trágica.

Porém, talvez a coisa mais importante para refletirmos em Tishá Be Av é: como D’us se sente com esta situação? Imagine um pai de família, uma pessoa temente a D’us, que tem 10 filhos. Este pai tem sucesso em educar seus 10 filhos para que sejam bons judeus, cumpridores das Mitzvót da Torá. Porém, 9 deles seguem o caminho exatamente como o pai esperava, enquanto um deles escolhe um caminho mais “leniente”, relaxando no cumprimento das Mitzvót. Este pai não se sentiria angustiado? E se este filho não tivesse apenas relaxado no cumprimento das Mitzvót, e sim abandonado a Torá completamente? Certamente este pai sentiria uma dor incalculável. Agora, imagine que não apenas um filho tenha abandonado completamente a Torá, e sim dois filhos. Isto não seria terrível e desesperador? E se fossem 6 dos seus 10 filhos? E se mesmo entre os filhos que se mantiveram conectados com a Torá, a maioria se comportasse com desleixo no cumprimento das Mitzvót, este pai não sentiria uma angústia insuportável? Deve ser assim que D’us está se sentindo.

        Cada judeu é um filho de D’us, e Ele sofre por Seus filhos que se afastaram. Tishá Be Av é o dia de encararmos a realidade. Esta triste realidade é o que a “ocultação da Face de D’us” representa, e é com esta situação que temos que lidar. D’us está oculto, Seus filhos não conseguem vê-Lo, eles mal sabem que Ele existe. Certamente há muito pelo que se enlutar e chorar. Que este seja o último Tishá Be Av de tristeza, e que este dia possa se transformar em um dia de alegria, quando todos os judeus saberão o que significa ser “um filho de D’us”.
Shabat Shalom

R' Efraim Birbojm


Pela memória de FAIGA BAT MORDECHAI HALEWY,Z"L

Este Shabat coincide com 9 beAv - Meor Hashabat

9 – Av - 5778
Aish HaTorá – Trazendo Alegria à Vida! 21 – julho – 18

BOM DIA! Qual o dia mais triste da vida de uma pessoa? Provavelmente é o dia do falecimento de um parente mais próximo (pai, mãe, irmão, irmã, filho, filha ou cônjuge). E se a pessoa não sente nenhuma tristeza pelo falecimento de seu parente próximo? Então certamente deveria se sentir triste por sua falta de apreço e por sua incapacidade de sentir a emoção apropriada.

Dia 21 de julho, sábado à noite, iniciando-se com o nascer das estrelas, até o anoitecer de domingo, é quando Tishá BeÁv, o 9o. dia do mês Judaico de Av, é observado. (Em S. Paulo, o jejum se inicia às 17:39 hs de sábado e se encerra às 18:10 hs de domingo).
Tishá BeÁv é o dia mais triste do calendário Judaico. O que a pessoa deve fazer se não tem nenhum sentimento em especial por Tishá BeÁv? Se for Judia e se se identifica com o Judaísmo, então lhe cabe descobrir o porquê de nós, como um Povo, estarmos de luto neste dia. O que perdemos nesta data? O que ela significa para nós? O que devemos fazer para recuperar o que perdemos? No mínimo deveríamos sentir muito pelo fato de não sentirmos nenhum pesar nesta data.

Em 1967, paraquedistas israelenses capturaram a Cidade Velha de Jerusalém e abriram caminho até o Muro das Lamentações (Kotel HaMaaravi). Muitos dos soldados religiosos estavam tomados de emoção e encostaram-se no Muro, orando e chorando. Um pouco afastado do Muro estava um soldado não religioso que também estava chorando. Seus colegas perguntaram: “Por que você está chorando? O que o Muro representa para você?” O soldado respondeu: “Estou chorando por não saber por que deveria estar chorando!”



O dia de Tishá BeÁv é observado para lamentarmos a perda dos dois Templos Sagrados de Jerusalém. Qual foi a grande perda resultante da destruição dos Templos? Foi a perda do sentimento da presença Divina entre nós. O Templo era um local de orações, espiritualidade, santidade e milagres a céu aberto. Era a parte mais importante do Povo Judeu, o ponto focal da identidade Judaica. Três vezes ao ano (Pessach, Shavuót e Sucót) todo Judeu ascendia ao Templo. Sua presença permeava todos os aspectos da vida Judaica: o planejamento do ano, o lado para onde a pessoa se voltava para rezar, onde recorria por justiça ou para estudar Torá, onde trazia certos dízimos, etc.
Neste mesmo dia, através da História, muitas tragédias aconteceram com o Povo Judeu, incluindo:
1. O incidente com os espiões difamando a Terra de Israel, com o consequente decreto para vagarem pelo deserto por 40 anos.
2. A destruição do Primeiro Templo, em Jerusalém, por Nevuchadnétzar, Rei da Babilônia.
3. A destruição do Segundo Templo, em Jerusalém, pelos romanos, no ano 70 E.C.
4. A queda da cidade de Betar e o fim da revolta de Bar Kochvá contra os romanos, 62 anos depois, no ano 132 E. C.
5. Os Judeus da Inglaterra são expulsos em 1290.
6. Iniciam-se as Primeiras Cruzadas. Dezenas de milhares de Judeus são mortos e muitas comunidades por toda a Europa, completamente destruídas.
7. Os Judeus da Espanha são expulsos em 1492, dando início à Inquisição Espanhola.
8. A Primeira Guerra Mundial irrompeu em Tishá BeÁv de 1914, quando a Rússia declarou guerra contra a Alemanha. O ressentimento alemão após ter sido derrotado criou o palco para o Holocausto.
9. Começa a deportação dos Judeus do Gueto de Varsóvia.
Tishá BeÁv é um dia de jejum (com a mesma duração que Yom Kipur: do anoitecer de um dia até o anoitecer do dia seguinte) que culmina e encerra as Três Semanas de luto do Povo Judeu. Neste dia somos proibidos de comer e beber, banhar-nos, usar cremes, loções ou óleos, calçar sapatos de couro ou manter relações conjugais. A ideia é minimizar o prazer e fazer o corpo sentir o desconforto que a alma deveria sentir em relação a tragédias como estas. Como em todos os dias de jejum, o objetivo deste dia é a introspecção, fazendo um balanço espiritual e corrigindo nossos caminhos – o que em Hebraico é chamado Teshuvá, o retorno para o caminho do bem e da honra. Os Tefilin são colocados somente na parte da tarde, após as 13:00 hs.

Teshuvá é um processo de quatro etapas:

1) Precisamos nos conscientizar das coisas erradas que fizemos e nos arrepender de tê-las feito. 2) Precisamos parar de fazer estas transgressões e corrigir quaisquer danos que possamos ter causado. 3) Devemos aceitar sobre nós não repetir o erro novamente. 4) Precisamos, verbalmente, pedir ao Todo-Poderoso que nos desculpe.
Na noite de Tishá BeÁv lemos na sinagoga a Meguilá Eihá (pronuncia-se Eirrá), o livro das Lamentações, escrito pelo profeta Yrmiáhu (Jeremias). Também recitamos as Kinót, poemas especiais recontando as tragédias que aconteceram com o Povo Judeu durante toda a História (Disponível em www.artscroll.com/Products/KPAP.html). Com o ambiente à meia luz, sentamo-nos em almofadas ou pequenas banquetas em sinal de luto.
O estudo da Torá é o coração, a alma e o sangue do Povo Judeu. É o segredo de nossa sobrevivência. Estudar leva ao entendimento e o entendimento leva à ação. Uma pessoa não consegue amar aquilo que não entende. Estudar Torá nos dá uma grande satisfação ao nos proporcionar a oportunidade de entendermos nossas vidas. Em Tishá BeÁv somos proibidos de estudar Torá, com exceção daquelas partes que tratam sobre as calamidades que o Povo Judeu tem sofrido. Precisamos parar, refletir, mudar a nós mesmos e, somente assim, estaremos aptos a fazer deste um mundo melhor.
Durante toda a nossa História passamos por Holocaustos, Pogroms, Cruzadas e outros massacres. Isto por si só já nos faria despertar a seguinte pergunta: “Por que nossos ancestrais tão persistentemente insistiram em se manter Judeus quando, com poucas palavras, poderiam ter se convertido – exceto durante o Holocausto – e salvado suas vidas e a de seus familiares? O que eles sabiam que não sabemos? O que precisamos então saber?” Para aprender mais, clique em www.aish.com/holidays (em inglês) ou www.aishlatino.com/h/9av/ (em espanhol).


I M P E R D Í V E L !!!

Feeling the Pain of Another


Junte-se a mais de 50.000 pessoas no Evento Mundial de Tishá BeÁv, inspirando-se e unindo-se ao Povo de Israel. Venha e assista a esta apresentação em vídeo de grandes palestrantes internacionais que também será exibido em centenas de outras comunidades pelo mundo afora. Emocionante e impressionante!

Sábado à noite, 21 de julho, às 20:30 hs, no Buffet Menorá, com tradução simultânea para o português. Cada um deve trazer seu banquinho ou almofada, para sentar-se.


Porção Semanal da Torá: Devarim Devarim (Deuteronômio) 01:01 - 03:22

Nessa semana começamos o quinto Livro da Torá, Devarim (chamado Deuteronômio, em grego). O livro é o discurso de Moshe antes de sua morte. Moshe rememora a história de 40 anos de andanças pelo deserto e repreende o Povo Judeu para que aprenda de seus erros. É sempre bom quando alguém faz uma reprimenda antes de morrer, pois as pessoas estão mais inclinadas a prestar atenção.

Moshe relembra o que aconteceu no Monte Sinai, a escolha de juízes e administradores, a história dos espiões, a proibição de atacar os povos de Edóm e Moav, a vitória sobre os reis Sihón e Óg e como as terras de Guilad foram dadas às tribos de Reuven, Gad e para metade da tribo de Menashe.
Dvar Torá:

O rabino Haim Palachi Z”TL (Yzmir, Turquia (1788-1869)), autor do famoso livro Kaf HaHaim, foi um dos grandes sábios de nossa História, autor de mais de 70 livros.
Rav Haim escreveu sobre a importância de perdoarmos aqueles que nos causaram humilhação, chamando esta qualidade de ‘a cura para tudo’. Se uma pessoa é paciente e tolerante com os demais e não fica nervosa por o ofenderem, esta reação é uma das formas mais eficazes de se conseguir graças nos Céus. Rav Haim acrescentou que a pessoa deve se esforçar por não sentir ressentimento contra aqueles que a ofenderam. Guardar rancor constitui pura arrogância.

Recusar-se a perdoar é a origem de todas as ‘Machlokot’ – controvérsias, rixas e brigas. Quando as pessoas são insistentes e inflexíveis, relutantes em ceder e abrir mão, a paz se torna algo impossível de se obter.

Rav Haim advertiu que ninguém pode desfrutar das bênçãos de D'us quando está atormentado(a) por Machlokot e salientou que ele viu com os seus próprios olhos que todo homem, mulher, família, cidade e país que foi acossado por controvérsias e brigas, sofreram um dano devastador, tanto físico como financeiro. Portanto, é imperativo que todos evitem a raiva ao máximo, uma vez que ela é a raiz das brigas, intrigas e controvérsias. De fato, o Zohar, o livro básico da Cabala, escreve que a raiva causa um terrível dano à alma da pessoa.

Precisamos nos treinar na virtude do perdão e da humildade, de forma a evitarmos a raiva e trazermos bênçãos de paz, sucesso material e espiritual sobre nós, nossas famílias e nossas comunidades, Amén.

Horário de Acender Velas de SHABAT: (20 de julho)

S. Paulo: 17:20 h Rio de Janeiro 17:08 Recife 16:57 Porto Alegre 17:26 Salvador 17:05 Curitiba 17:27
B. Horizonte 17:15 Belém 18:02 Brasília 17:37 Jerusalém 19:04 Tel Aviv 19:23 Miami 19:53 Nova York 20:03

Pensamento da Semana:
A noite mais escura produz as estrelas mais brilhantes!

Shabat Shalom! Rabino Kalman Packouz
Contate-me via Internet: meor018@gmail.com

Sugestão: mostre este fax a seus familiares! 

Este fax é dedicado à memória de meu pai Zeêv ben Ytschak Yaacov Z”L e meu sogro Haim Shaul ben Sara Z”L

ESTE FAX É DEDICADO À PRONTA RECUPERAÇÃO DE:
Avraham ben Guila – Baruch ben Ruth Lea - Biniamin ben Farida - David ben Sara – David ben Rachel – Efraim Fishel bem Ester - Eliau Haim ben Shefica

A benção para criaturas belas

Há uma brachá (benção judaica) para quando se vê pessoalmente uma criatura excepcionalmente bela:
"Baruch Atá Ado-nai, Elo-hêinu Mélech HaOlam, she'caha Olamó"
Bendito é o Senhor, Nosso D-us, Rei do Universo, cujo mundo é (assim) tão belo.

Parashá: PINCHÁS. Shabat Mevarchim (abençoamos o mês de) AV -Beit Hassofer.

A Recompensa de Pinchas – Pacto de Paz (25-10:15) 

O que é o 17 de Tamuz?


A TORÁ NÃO TEM DATAS TRISTES!

Até o Yom Kipur é considerado o maior dia de júbilo do ano judaico.
Como pode ser então, que o povo judeu designou tres semanas de dolo, sendo quatro jejuns, com proibição de casamentos, comprar coisas novas e ter quaisquer outros motivos de regozijo?
Isto seguramente não vem da Torá, ou seja, de Hashem.
Mas provém de falhas do próprio ser humano.
Por este motivo, estes jejuns são rabínicos, ou seja, não estavam no Plano "A" de Hashem.
Eles servem colmo Capará (expiação) e incentivo para a Teshuvá (reparação dos erros).
No dia em que o povo judeu concluir sua expiação e processo de Teshuvá, estes dias já não terão razão de ser.
E quais foram estes motivos?

Em 17 de Tamuz cessaram as oferendas no Templo.

São todos ligados à cacusa da não mais existencia do Templo Sagrado em Jerusalem.
  • No dia 17 de Tamuz, o povo judeu festejou o Bezerro e Ouro, e concomitantemente, Moisés jogou as Tábuas com Asséret Dibrot (Os Dez Mandamentos).
  • Foram encerradas as oferendas no Templo devido ao certo babilônico.
  • Neste dias, as muralhas de Jerusalem foram rompidas.
  • Foi postada uma entidade pagã no Santo dos Santuários.




Costumes referentes a este jejum:
Por ser um dia de jejum menor, é requerido jejuar do nascer ao pôr do sol, mas outras leis do luto não são observadas. Nos serviços religiosos de Shacharit (reza matinal) e de Minchá (reza da tarde), são acrescentadas a leitura da Torá e a leitura da Haftará, e uma reza especial na Amidá.
Neste dia se começa a contagem das 3 semanas até o dia de Tishá BeAv. Os dias entre 17 de Tamuz e 9 de Av são dias de luto, em lembrança do colapso de Jerusalém durante a ocupação romana que ocorreu entre estas datas. Tradicionalmente, os casamentos e outras ocasiões festivas, não são realizadas durante este período. Um elemento adicional é acrescentado neste tempo, durante os últimos nove dias, entre 1 e 9 do mês de Av — os religiosos abstêm-se de comer carne e beber vinho, exceto no Shabbat ou numa Seudat Mitzvá (uma refeição de mitzvá, tal como um Pidion Haben, que é a celebração do reconhecimento de um recém-nascido, ou a conclusão do estudo de um texto religioso). 
Da mesma forma, é costume não cortar o cabelo durante este período.
fonte de pesquisa: Wikipedia


colaboração especial: Luli Rosenberg, Yeshivát Har Hamor.




 
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